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30 Belugas em risco de ser eutanasiadas encontram novas casas com esforço internacional

Vários aquários e jardim-zoológicos mobilizaram-se para realojar as baleias que viviam no parque fechado em Marineland.

A espera das 30 Baleias-Belugas que desde setembro de 2024 vivam abandonadas num parque aquático terminou. A 20 de julho, seis dos animais começaram a ser relocados para outros parques e aquários.

As baleias viviam no parque Marineland, em Ontario, no Canadá, que fechou portas ao público devido às crescentes preocupações com o bem-estar animal, mas manteve as 30 Belugas (ou Baleias-Brancas) nas instalações. 

O cuidado dos animais, que têm entre 6 a 40 anos, tem sido assegurado através de donativos, e a incerteza do seu destino, que poderia passar pela eutanásia, tem gerado controvérsia no país. Perante o cenário, diversas associações, jardim-zoológicos e aquários uniram esforços para concretizar o resgate e receber as Belugas, avança a abc News.

Uma equipa de veterinários responsabilizou-se por avaliar o estado dos animais, que foram depois colocados dentro de aquários de transporte especializados com cerca de quatro metros, cumprindo as viagens dentro de camiões e aviões com destino ao Shedd Aquarium, em Chicago, e ao SeaWorld de San Antonio, ambos nos Estados Unidos da América.

Eric Otjen, vice-presidente de operações zoológicas do parque SeaWorld de San Diego (EUA), assegurou que as Baleias-Brancas, receberam “o melhor cuidado”. No dia seguinte, todas tinham chegado às novas casas em segurança.

Nos próximos meses, as restantes 24 baleias serão distribuídas entre os mesmos parques norte-americanos, e pelo centro L’Oceanogrŕfic, em Valência, Espanha.

Foram abandonadas

Como a PiT já lhe contou, em 2019, o Canadá aprovou a lei “Free Willy”, que proibiu a troca, posse, captura e reprodução de cetáceos para entretenimento. Cinco anos depois, o parque Marineland fechou, e os animais ficaram a viver nas instalações.

Em outubro de 2025, o governo canadiano negou o pedido do centro para enviar os últimos 30 animais da espécie no Canadá para um parque em Zhuhai, na China — a justificação recaiu sobre a possibilidade de os cetáceos voltarem a ser utilizados como “entretenimento para o público”.

O parque de 404 hectares em Ontario pediu então apoio financeiro para continuar a tratar dos animais, que foi igualmente negado e classificado como “inapropriado” pela Ministra da Pesca Joanne Thompson. Perante a falta de apoios, a CBC avança que o centro terá admitido a possibilidade de eutanasiar as Belugas como uma “consequência direta da decisão da ministra”. O parque terá dito ao ministério que se encontra “num estado financeiro critico”, sendo incapaz de garantir o cuidado que os animais precisam.

Joanne Thompson afirmou que esta incapacidade não significa que recai sobre o governo a responsabilidade de ajudar, acrescentado que a exportação das baleias não poderia ser uma opção viável de acordo com os princípios propostos pela lei de 2019. “Eu não poderia aprovar de consciência tranquila uma exportação que perpetua o tratamento por que estas Belugas já passaram. Aprovar este pedido significaria a continuação de uma vida em cativeiro e um regresso ao entretenimento do público”, adiantou segundo a BBC.

O antigo parque de diversões argumentou em comunicado que os animais nasceram e cresceram em cativeiro, pelo que não seriam capazes de sobreviver no seu habitat natural, inviabilizando a hipótese de serem libertados. “As nossas únicas opções de momento são realojar as baleias ou enfrentar a decisão devastadora da eutanásia”, adiantou o centro. “Perante esse cenário infeliz, informaremos os acionistas e o público”, acrescentou.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos animais e para ver os esforços de realojamento.

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