“Como é que salvamos este?” — foi esta a questão que moveu a SOS Bigodes durante os últimos meses, que a associação tem como alguns dos mais difíceis desde que existe. Muitos dos animais que têm chegado precisaram de tratamentos dispendiosos para sobreviver, e o valor em dívida acresceu ao que já existia. A organização viu-se obrigada a parar com os resgates, pedindo ajuda para pagar os 14 mil euros que tem em dívida.
“A realidade caiu-nos em cima”, avança a equipa através das redes socias, explicando ter adiado a publicação em nome dos animais que ainda tinha por salvar. “Havia sempre mais uma urgência, mais uma vida que não podíamos ignorar”.
A soma dos números foi o que fez o grupo parar. Para manter o abrigo a funcionar, os voluntários precisam de 1500 euros por mês, que garantem “alimentação, rendas, hotéis, água, luz e outras despesas fixas”. A este valor “somam-se internamentos, cirurgias, exames, medicação e tratamentos”.
A equipa adianta ter pedido às clínicas veterinárias a que habitualmente recorre o valor que tem em dívida. O número que chegou foi de 14.111,34 euros. Esta realidade levou a organização a tomar a decisão de suspender os resgates até que consiga reerguer-se e estabilizar a situação. “Não é porque deixámos de querer ajudar. É porque já não conseguimos prometer cuidados médicos quando nem sabemos como pagar os que já foram prestados”, esclarecem os voluntários.
O grupo, que tem a seu cuidado 49 gatos e sete cães, deixam ainda exemplos dos animais que têm a seu encargo e das despesas veterinárias que salvar cada um significou, em nome da transparência com os seguidores e da sensibilização para que “cada valor representa uma vida”. Entre estes está Timóteo, um gato bebé cujos tratamentos chegaram aos 1492,34 euros; Negrita, que significou 883,51 euros; Catarina, com 685,23 euros e Zé Piolho, com 714,22 euros.
“Se cada pessoa que lê esta publicação ajudar com 1€, 2€ ou 5€, ou simplesmente partilhar este apelo, estará a ajudar-nos a continuar.
Neste momento, não vos estamos a pedir ajuda para crescer. Estamos a pedir ajuda para não parar”, apelam.
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Carregue na galeria para conhecer Ariel, uma gata queimada depois de ser posta no forno que foi resgatada pela SOS Bigodes.







