Animais

Açúcar não tem orelhas e ninguém a quer adotar. Está em Amarante fechada numa box

Foi resgatada com quatro bebés, que já têm lares. Ficou para trás e quer alguém que ponha fim ao sofrimento de uma vida.
Quem a ajuda?

Há animais que aprendem desde cedo a lutar pela vida. O dia a dia na rua não é fácil, ainda mais para um ser tão pequeno e com pouca probabilidade de encontrar alguém que o acolha ou, pelo menos, alimente. Muitas vezes, são ainda confrontados com situações inesperadas e recebidos com violência por aqueles que não os suportam. Açúcar é um deles.

A gata, que tem entre três e cinco anos, faz jus ao nome que leva, e não é por ser branca como a neve — embora isso também ajude. Em Amarante, no distrito do Porto, foi num local de obras que escolheu viver mas não teve sorte. Lá, não foi bem recebida pelas pessoas que por ela passavam e não era bem tratada. Como resultado, tem muito medo dos humanos.

“Ela veio com quatro bebés, um ainda para adoção, e com tumores nas orelhas”, começa por contar à PiT a Associação Missão Animal, responsável pelo seu resgate. Na altura, a gata estava extremamente fraca e subnutrida, mas só depois de desmamar os filhotes é que conseguiu recuperar alguns quilos. Tinha, porém, um longo caminho pela frente — testou positivo para FIV, a SIDA dos gatos.

O primeiro passo foi recuperar o peso e em seguida, a esterilização. Por fim, em novembro, teve as orelhas amputadas como resultado do carcinoma (cancro na pele) e está agora em período de recuperação e cicatrização.

É meiga, mas assustada.

Procura um lar, mas também aceita donativos

O período de cuidados foi extenso mas agora, Açúcar está finalmente pronta para encontrar uma família. “Está só a cicatrizar da amputação das orelhas, de resto está ótima e até já devia estar numa casinha”, frisa à PiT a associação. Por causa da aparência diferente e do diagnóstico FIV positivo, não tem sido fácil encontrar adotantes. Dos seus quatro filhotes, três já tiveram um final feliz.

“Ela é ainda é muito medrosa mas também é conquistada pela barriguinha”, partilha. A patuda procura uma família “calma, paciente e experiente com gatos assustados”. Devido ao trauma que viveu, os voluntários optaram por não a juntar com outros cães ou gatos “para não a stressar mais” e, se possível, é ideal que seja filha única ou viva num ambiente com outros patudos tranquilos.

Já os cuidados, não são muitos. “Só precisa de evitar o sol”, explica. Açúcar está na PiTmatch, a plataforma de adoção da PiT, e os interessados podem entrar em contacto através da sua página ou do Facebook da associação.

Caso queira ajudar mas não possa oferecer-lhe um lar, pode enviar donativos monetários diretamente a associação para auxiliar com a sua alimentação e despesas por cobrir através do IBAN (PT50 0035 0160 00076654 330 08) ou Mbway  (+351 910 822 843).

De seguida, carregue na galeria apara conhecer Açúcar.

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