Animais

Adeus ao microchip? Esta app quer identificar cães e gatos através do focinho

A ferramenta está em desenvolvimento e deve estar concluída no próximo ano. Pretende ser "viável e mais segura" para os animais.
Funciona através da "impressão nasal".

Todos conhecemos a importância — e obrigatoriedade— do microchip. Quase como um cartão de cidadão para os animais, é através dele que os cães, gatos e furões são identificados em Portugal e no mundo. Mas há quem ache o procedimento “invasivo” e perigoso para os animais, em especial quando não é feito com o devido cuidado. E foi a seguir este princípio que a Petnow, uma empresa sul-coreana, desenvolveu uma aplicação que pode vir a ser a sua substituição.

A aplicação permite identificar os cães e gatos através das suas “impressões nasais”, sendo o focinho usado como a biometria dos animais. A ferramenta foi apresentada durante o Mobile World Congress, em Barcelona, no início deste mês e uma versão teste já está disponível para smartphones em Espanha, França, Alemanha e Reino Unido.

“Como os humanos têm impressões digitais, cada cão e gato tem a sua própria impressão nasal. Por isso, usamos isso como uma identificação para um animal de estimação. O nosso objetivo final é substituir o microchip porque é um método que pode ser muito invasivo para os animais”, disse Johnny Lee, da Petnow, à agência de notícias Reuters.

O responsável explicou que assim como os humanos, os animais têm impressões digitais que não alteram com o tempo. Segundo a empresa, a nova tecnologia, criada em parceria com o iSciLab, um laboratório especializado em inteligência artificial (IA), tem 98,97% de precisão. A app também facilita o contacto com pessoas que encontraram animais perdidos. Basta apontar o telemóvel ao focinho que o tutor receberá uma notificação.

Para a utilizar, os tutores tem de registarem o padrão do focinho e as informações gerais do animal, como o nome, género, idade, raça, entre outros, numa app chamada “Anipuppy”. Em seguida, estas irão aparecer sempre que o cão ou gato for scaneado.

Através da IA, a aplicação analisa o focinho e tira automaticamente entre cinco a 20 fotografias de alta qualidade, enviando-as para o servidor geral de forma a reconhecer a informação biométrica do animal.

A tecnologia do iSciLab está atualmente patenteada na Coreia do Sul, Estados Unidos, Europa, Canadá e Japão. Desde 2019, o laboratório tem colaborado com o governo sul-americano para testar a tecnologia de identificação através do focinho. No país, apenas 38 por cento dos seis milhões de cães estão registados, segundo avançou um relatório do Ministério da Agricultura, Alimentos e Assuntos Rurais da Coreia do Sul.

A Petnow pretende que o projeto esteja concluído até 2024 e quer cobrar 14€ por animal. No futuro, também quer que a tecnologia seja utilizada para identificar outros animais como vacas e veados.

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