Windoh entrou para a lista vermelha dos amantes de animais e organizações de bem-estar das espécies. O youtuber visitou o zoológico privado do empresário Mohamed Othman, no Dubai, e está a ser alvos de várias críticas. Os espaços não são bem vistos pela população, que acusa os responsáveis de drogarem os animais para estes manterem-se tranquilos.
“Se vocês virem os clipes no Instagram dos donos deste espaço, 90 por cento são de tigres a atacarem as pessoas que vão visitar o zoo”, começou por contar Diogo da Silva, popularmente conhecido como Windoh, no mais recente vídeo partilhado no Youtube onde documentou toda a visita. “Nunca fui atacado por um tigre, já estive perto de um naquele zoo privado que visitamos há quatro anos, mas este é muito mais agressivo”.
O youtuber de 28 anos partilhou várias fotografias e vídeos ao lado de tigres, leões e primatas também no Instagram, rede em que recebeu milhares de comentários a condenarem a atitude. Num dos momentos, um dos funcionários do zoológico é filmado a agarrar uma cria de leão pelas patas e colocá-la no colo de Windoh.
“Devias ter vergonha em ter contribuído para ires visitar e fazer conteúdo sobre animais presos em cativeiro, sem condições de vida, e completamente sob efeitos de tranquilizantes”, lamentou uma utilizadora. “Que pena utilizar animais presos em cativeiro e sob o efeito de tranquilizantes para produzir conteúdo”, acrescentou outra.
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Os jardins zoológicos privados no Dubai têm sido um tema recorrente entre as organizações de defesa animal em todo o mundo. Estas acreditam que os animais não recebem os cuidados necessários e os tigres e leões, especialmente, são usados apenas para “promover poder e luxo”. Além disso, muitas partilham que os felinos são, muitas vezes, injetados com calmantes.
Em janeiro, o pasteleiro Marco Costa também passou por uma situação semelhante, após visitar um zoo privado também no Dubai. Na altura, a SOS Animal, uma das maiores associações de resgate e reabilitação do País, escreveu uma carta aberta ao português.
“Os zoológicos não conseguem proporcionar um ambiente adequado para as espécies que detêm em cativeiro, limitando a expressão natural de seus comportamentos. Ao invés de incentivar cativeiros, consideremos focar em projetos de conservação e educação para proteger e preservar essas espécies incríveis em seus habitats naturais. Acredito que, juntos, podemos fazer a diferença!”, lia-se na publicação.
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