Animais

Animais são isco para receber esmolas em Lisboa. Provedor quer mais fiscalização

Cães e coelhos são os animais mais utilizados para obtenção de “esmolas”. Na baixa lisboeta há muitos exemplos.
Animais usados para pedir dinheiro.

Quem passeia pela baixa de Lisboa ou por outras zonas da capital, já certamente terá visto cães minúsculos com pequenos baldes na boca para que os transeuntes deixem uma moeda enquanto o tutor toca acordeão – ou fica apenas sentado ao lado do patudo imóvel durante horas. E não é apenas nas ruas que se assiste a este aproveitamento dos animais: basta andar de metro para assistir ao mesmo “espetáculo”. Por vezes, também são usados coelhos – ou cães de porte maior, que ficam simplesmente deitados ao lado dos tutores e com um cartaz a pedir dinheiro para ração.

Ciente desta realidade, que tem levado a um aumento das denúncias, a Provedoria Municipal dos Animais de Lisboa desencadeou na semana passada “uma ação de rua inspetiva com vista a apertar o cerco ao uso de animais para mendicidade”. “Cães e coelhos são os animais mais explorados nesta prática”, sublinha o Provedor, Pedro Emanuel Paiva, em comunicado.

“As denúncias chegadas à Provedoria têm vindo a aumentar significativamente, resultado da indignação de transeuntes que assistem à presença de animais junto a pedintes, utilizados com o intuito de estimular a esmola”, explica a entidade.

Perante este contexto, Pedro Emanuel Paiva “tem vindo a desenvolver uma série de encontros com a Polícia de Segurança Pública, Polícia Municipal e serviços da Câmara, cujo resultado originou as ações inspetivas”.

Lisboa mais segura para os animais

A iniciativa, explica a Provedoria, teve como objetivo assegurar que os tutores cumprem todas as suas obrigatoriedades legais e deveres gerais para com os animais, tendo estes sido examinados no local pelos médicos veterinários da Casa dos Animais de Lisboa, que avaliaram igualmente as condições ambientais a que se encontram expostos.

“Este é um fenómeno sobre o qual tudo farei para que se mantenha uma vigilância contínua”, assegura Pedro Emanuel Paiva. Assim, “a Provedoria continuará a trabalhar na melhor forma de contribuir para a implementação de medidas que possam mitigar a prática do uso de animais para a mendicidade, sempre salvaguardando as soluções necessárias para assegurar o bem-estar dos mesmos, bem como a canalizar os seus tutores para as respostas de apoio e ação social existentes”.

Para já, aponta, a monitorização deste fenómeno passará a integrar o programa Animal Seguro, lançado no ano passado – e que junta a Polícia Municipal e a Casa dos Animais de Lisboa.

Pedro Emanuel Paiva diz-se “muito satisfeito com a proatividade dos cidadãos que fazem chegar estas e outras situações à Provedoria”, uma vez que “são a prova evidente de uma consciência social cada vez maior para o bem-estar animal”.

Percorra a galeria e veja algumas fotos desta ação de rua inspetiva aos animais usados para mendicidade em Lisboa.

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