Animais

Antonella: a cadela que dá “gargalhadas” quando faz algo de errado

A cadela não teve um início de vida fácil, mas agora faz o que bem entende. É uma pequena estrela.

Às vezes, nem sabemos o que os cães fizeram de errado, mas já desconfiamos que algo não está certo quando chegamos a casa e os patudos não nos vêm cumprimentar  — o rabinho entre as pernas e as orelhas caídas também denunciam. Contudo, há uns que nem tentam esconder. E Antonella é uma delas.

A cadela, que chegou à casa da arquiteta urbanista Jéssica Leme, de 29 anos, em novembro de 2019, é uma verdadeira personagem. Sempre que faz algo de errado (e não só) sorri para os tutores, como se não tivesse qualquer remorso. Há também quem diga que está a tentá-los distraí-los com a sua fofura.

“Ela ‘sorri’ em várias situações”, diz à PiT Jéssica. “Quando chegamos da rua, quando ela acorda e quando brinca, mas é mais frequente quando ela sabe que fez alguma coisa que não é do hábito dela. Nem precisamos falar nada, ela mesmo entrega-se. Nesses casos, a ‘risada’ é garantida”, acrescenta, entre gargalhadas.

Um dos vídeos da patuda a mostrar os dentes num sorriso tornou-se viral no Instagram da arquiteta. No momento filmado pela dona, Antonella revirou o caixote do lixo da casa de banho dos donos e quando é chamada, vem a andar lentamente, a abanar o rabo, já a mostrar que fez algo de errado. “O que é isso aqui?”, pergunta Jéssica. “Não adianta rir, acha isso bonito?”, questiona.

 
 
 
 
 
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A alcunha de Antonella em casa é “loki”, que vem de louca. O motivo? Faz sempre o que bem entende e até parece doida. “Ela às vezes brinca, ladra, sai a correr, esconde-se…”, partilha a tutora.  “Às vezes gosta das pessoas, mas na maioria das vezes, odeia. Não deixa que terminem de a cumprimentar e começa logo a rosnar, para não chegarem perto”.

A cadela foi adotada há cinco anos, quando a arquiteta foi numa pet shop comprar petiscos para Pajé, o seu Dachshund. Assim que lá chegou, foi conquistada por Antonella, que olhava fixamente para Jéssica através do vidro da jaula onde estava. Naquele dia, ganhou um lar.

Antes de se tornar num membro oficial da família de Jéssica, a cadela não teve um passado fácil. Por isso, nem sempre é tão sociável com estranhos. “Ela foi muito maltratada pelos seres humanos, foi adotada e devolvida quatro vezes até me encontrar, sem contar o que já sofreu antes disso”, lamenta.

A tutora partilha que a companheira demorou “mais de um ano” para adaptar-se ao novo lar, mas foi sempre “muito comportada”. “A sensação que eu tinha era que ela tinha muito medo de fazer algo que ela própria achasse errado”, recorda. No início, não gostava de brincar com bolas, nem de roer ossos — ficava sempre isolada.

Agora, porém, aos sete anos, tem uma vida de sonho. Ao lado irmão Pajé, um Dachshund, frequenta uma creche canina e foi precisamente lá que ganhou o seu nome, pensado pela Tia Emily, uma das professoras da escola para cães. Foi através de profissionais na área animal, inclusive, que a família conseguiu ajudar Antonella a ficar mais confortável. 

Hoje, é muito alegre e faz tudo o que não fazia quando foi adotada. Além disso, tem uma habilidade especial: consegue desatar o nó do lixo de casa sem rasgar. Ao lado do “mano”, faz sempre a festa. “Eles fazem tudo juntos, dormem, vão passear e comem”, conta. “Se o Pajé ladra, ela nem sabe porquê, mas também ladra”.

De seguida, carregue na galeria para conhecer a carismática cadela.

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