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“As correntes caíram”. Pastoras-Alemãs resgatas de casa abandonada esperam por família

Fadista e Traquinas foram resgatadas depois de viverem acorrentadas e de serem abandonadas quando a tutora foi para um lar.

Depois de uma vida com uma corrente ao pescoço e semanas de incerteza, a segunda oportunidade de Fadista e Traquinas chegou. As Pastoras-Alemãs estão a salvo, tendo sido acolhidas pela Associação Animais Águeda, por quem serão reabilitadas e onde a sua adoção será promovida.

O caso das patudas está no radar do Movimento Famalicão sem Correntes desde março deste ano, como a PiT já lhe contou. As cadelas foram deixadas acorrentadas na casa onde cresceram, depois de a sua tutora ser levada para um lar, vendo-se abandonadas. Desde que tiveram conhecimento da situação, os voluntários da organização têm levado a cabo esforços para lhes encontrar uma casa.

No início deste mês de junho, “o milagre aconteceu”, partilhou a associação. “Demos tudo por elas, apesar de ser um apelo externo, e lutamos como se fossem nossas desde o primeiro dia”, afirma o grupo nas redes sociais. “Durante semanas procurámos, publicámos, falámos com contactos e batemos a dezenas de portas. À medida que o tempo passava e as respostas eram negativas, o desespero crescia. Custava-nos acreditar que o final delas seria continuar presas e sós”, relata.

O rumo dos eventos alterou-se com a intervenção da Associação Animais Águeda, de Aveiro, que se disponibilizou para as receber. Assim, o Movimento deixa um agradecimento especial, adiantando que Fadista e Traquinas foram transferidas para as suas instalações, e que “o pesadelo acabo”. “Hoje, elas já não sabem o que é o peso de uma corrente”.

As irmãs receberam os cuidados veterinários de que precisavam, bem como o apoio para a adaptação ao espaço, treino e “acima de tudo, uma avalanche de amor”. 

A intenção dos voluntários é que as Pastoras-Alemãs sigam para adoção assim que estejam totalmente recuperadas. “E nós sabemos que a família para sempre delas está por aí”, afirmam.

 
 
 
 
 
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Uma vida em correntes e um abandono

Irmãs de ninhadas diferentes, as Pastoras Alemãs “nunca souberam o que é viver permanentemente soltas”, avançou o grupo nas redes sociais. “Nunca conheceram o conforto de um lar verdadeiro”, acrescentou.

A dona, uma “senhora de idade avançada”, foi para um lar, e as cadelas “ficaram para trás. Quase esquecidas”, não fosse a intervenção da associação que, adianta Joana Faria à PiT, não poderia virar as costas depois de receber o pedido de ajuda da filha da tutora. 

A integrante do Movimento avançou ainda que “todas as entidades publicas” ignoraram os apelos da família “quando tinham o dever de agir”. “Nós nunca poderíamos fazer o mesmo e estamos a dedicar muito do nosso tempo a tentar arranjar um lar para sempre para a Fadista e a Traquinas”, que toda a vida viveram acorrentadas com bidões como abrigo. A alimentação e o abeberamento das patudas passou a ser garantido pelo grupo. 

Carregue na galeria para conhecer as Pastoras-Alemãs Fadista e Traquinas, que esperam por uma casa.

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