Animais

Associação resgata quase 40 Huskies encontrados em “condições traumatizantes”

Os cães viviam entre as próprias fezes, e os machos estavam presos em pequenas jaulas. Um deles não tem patas e 17 são filhotes.
Alguns têm medo de pessoas.

Uma associação resgatou 38 cães — a maioria da raça Husky Siberiano — de uma casa no Vale de Ottawa, Canadá, esta semana. A Riverview Rescue deu início aos salvamentos na terça-feira passada, 7 de março, tendo estes chegado ao fim nesta segunda-feira, 13 de março. A proprietária da residência, uma mulher de 40 anos chamada Tracy Knight, está a ser acusada de maus tratos e em maio, será ouvida pelo Tribunal.

No primeiro dia de resgate, as autoridades receberam uma denúncia anónima e deslocaram-se até o local. Lá, entraram em contacto com Laura Pelkey, presidente da associação Riverview Rescue, que descreveu a situação que encontrou como “horrenda e nojenta”. Os machos estavam presos em jaulas “extremamente sujas” e as fêmeas andavam livremente pelo espaço. “Foi horrível”, disse ao canal televisivo “CTV News”.

Além dos adultos, foram encontrados 17 filhotes cuja idade varia entre os cinco dias de vida e os quatro meses. Os animais estavam a viver no meio das próprias fezes e grande parte das fêmeas tinham tumores e marcas de mordidas na pele. Os patudos foram avaliados por médicos veterinários e todos testaram positivo para a doença de lyme, uma condição infecciosa transmitida pela mordida das carraças.

Embora a maioria sejam Huskies Siberianos, foram também encontrados alguns Pastores-Alemães. A idade dos animais varia entre os cinco dias de vida e os 11 anos. No momento, por causa dos problemas de saúde e comportamento, nenhum estará disponível para adoção. Laura acredita que os cães eram utilizados apenas para procriação, referindo-se a casa como um “espaço de criação ilegal”.

A associação recebeu a ajuda de outros três grupos de resgate — Siberian Malamute Alaskan Rescue Team (SMART), Pawsitive Steps e It Takes A Village Dog Rescue  — que se prontificaram a acolher alguns dos animais. O primeiro, recebeu 18, o segundo, dois, e o terceiro, um, além de também estar a ajudar diversos outros a encontraram uma família de acolhimento temporário (FAT).

O problema, porém, é que a maioria dos cães está traumatizada e não está acostumada com o contacto humano. “Todos são ótimos cães, mas estão com medo. Será um longo processo para a maioria. Alguns são agressivos com pessoas e outros, com os próprios cães”, avançou a presidente. “Tudo será feito no tempo deles e de forma lenta para conseguirmos ganhar a sua confiança”.

A presidente tem agradecido as doações que tem recebido e acrescentou que as despesas veterinárias serão “elevadas”. Um dos cães, Flex, não tem as patas dianteiras e precisará de uma cadeira de rodas para conseguir andar sem problemas.

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