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Beagles criados para testes em animais encontram famílias. Mas requerem atenção especial

A repercussão do caso fez com que chegassem centenas de candidaturas de adoção. Mas estas não são adaptações fáceis.

O resgate de mais de 1500 Beagles da Rigland Farms entrou para a história graças aos mil ativistas que lá entraram e aos apoiantes que por todo o mundo acompanharam o salvamento. Cerca de dois meses após a ação, os cães estão agora a adaptar-se a um mundo que nunca conheceram, o que não se tem revelado tarefa fácil.

Como a PiT já lhe contou, a quinta servia como centro de criação de Beagles para serem utilizados como cobaias em testes farmacêuticos. Esta vinha a ser alvo de de críticas há vários anos, com organizações de defesa animal e ativistas que denunciavam alegadas condições inadequadas e falta de bem-estar, acusações que a empresa sempre negou.

A operação de resgate, que aconteceu no início de maio, foi levada a cabo pelas organizações Center for a Humane Economy e Big Dog Ranch Rescue, que chegaram a acordo com a Rigland Farms.

As candidaturas de adoção para os animais não tardaram a chegar. “Estes são Beagles famosos! Toda a gente quer um” adiantou ao The Guardian Shannon Keith, presidente e fundadora do Beagles Freedom Project, que está a ajudar a encontrar casas para os cães. “Mas as pessoas têm de compreender que não são cães normais”.

Os patudos nasceram e cresceram nas instalações. Muitos nunca tinham tido qualquer contacto com o mundo exterior, e ficaram “muito assustados e fechados” quando foram salvos. “Eles passaram por muito”, acrescenta Shannon.

A associação NYC Second Chance Rescue, de Nova Iorque, acolheu 15 cães, e relatou ter recebido uma quantidade assoberbante de candidaturas de adoção. Os selecionados foram sobretudo pessoas com experiência em lidar com cães traumatizados; algumas tinham já acolhido patudos que passaram pela mesma experiência. “Estes cães nunca experienciaram nada”, explica Jennifer Brooks, presidente da organização. “Pode levar três vezes o tempo normal para atingir certos marcos”, como brincar ou passear à trela.

Zoe Rosenberg, uma das ativistas envolvidas na ação, teve o papel de fazer uma triagem dos animais, garantindo que todos eram examinados por veterinários e entregues às associações que aceitaram acolhe-los e reabilitá-los. Durante o processo, conheceu Chester, um dos Beagles salvos. 

O cão de dois anos estava ao colo de outro voluntário. Quando Zoe se aproximou, Chester levantou as patas dianteiras, que pousou no seu peito. A paixão foi imediata. “Voámos para a Califórnia e agora ele vive com a minha família”, conta a tutora.

Carregue na galeria para ver algumas imagens dos resgates.

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