Muitas vezes, a recuperação dos animais resgatados não é garantida. Frequentemente, os patudos que chegam às organizações de resgate precisam de cumprir tratamentos rigorosos e difíceis — quando chega o momento da adoção, o sucesso é celebrado, e assim aconteceu também com Bello. O Galgo foi resgatado pelo IRA esquelético e com uma ferida abdominal grave e, contra as expectativas pouco promissoras do grupo, recuperou totalmente.
O Núcleo de Intervenção e Resgate Animal recorreu às redes sociais para partilhar com os seguidores o atual estado de Bello, que recorda ter sido encontrado “quase morto” num terreno no Cadaval em agosto de 2025. “O seu estado era tudo menos promissor, mas uma cirurgia de emergência conseguiu o que ninguém esperaria conseguir”, pode ainda ler-se na publicação.
O patudo passou por vários dias de “cuidados veterinários intensivos, medicação, descanso e muito carinho”, que pouco a pouco lhe devolveram as forças e o animo. “As feridas fecharam, o olhar apagado voltou a ter brilho e aquele corpo frágil começou, finalmente, a ganhar vida”.
O grupo fez ainda notar a importância do trabalho que levam a cabo, e do apoio da GNR e dos veterinários que acompanharam o caso, bem como das famílias de acolhimento, adotantes e contribuintes que apoiam as ações de resgate.
Animais acorrentados, sem água ou comida
Como a PiT já contou, o caso de Bello foi dado a conhecer através das redes sociais no verão passado, onde o IRA começou por relatar a presença de “um canídeo esquelético, com um ferimento abdominal com hemorragia ativa, num espaço insalubre e sem abeberamento ou alimentação disponível”.
O grupo respondeu ao pedido de ajuda, deslocando-se ao local para confirmar a presença do animal, constando que o patudo estava “gravemente ferido” e “em caquexia extrema” — uma síndrome caracterizada por diversos fatores, como a perda de peso, atrofia muscular, fadiga e fraqueza.
Os donos da casa foram contactados pelo IRA, que explicou ter sido autorizado a entrar na habitação e a avaliar o estado do animal. Além disso, estiveram presentes membros do Posto Território da GNR do Cadaval.
Numa segunda publicação, o grupo revelou que este não era o único cão no local, onde viviam “vários animais acorrentados ao sol, sem água nem alimentação, sem casota e em cima de fezes“. Um dos cães tinha “a coleira dentro da carne do pescoço”, mas, ainda assim, a equipa escreve que o caso mais grave era o do animal que foi partilhado inicialmente, revelando tratar-se de um Galgo.
O IRA e a GNR insistiram “no transporte urgente deste animal para o hospital veterinário mais próximo”, que foi contactado previamente, preparando uma equipa que esperava a sua chegada. Ao dar entrada na clínica, o patudo foi levado diretamente para a sala de cirurgia. “O estado dele era miserável, além do ferimento abdominal o animal encontrava-se esquelético e muito debilitado“, escreve a organização.
A cirurgia para salvar o cão custou 1000 euros e implicou duas semanas de internamento. Com esta fase cumprida, o patudo “encontra-se agora a recuperar no descanso do lar de uma FAT”. Quanto ao resto dos animais encontrados, não é claro se foram igualmente resgatados.
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