Animais

Brigitte Bardot, a musa dos direitos dos animais

A actriz e ativista francesa morreu este domingo aos 91 anos.

“A Fundação Brigitte Bardot anuncia, com imensa tristeza, o falecimento da sua Fundadora e Presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora de renome mundial, que decidiu abandonar a sua carreira prestigiada para dedicar a sua vida e a sua energia à defesa dos animais e à sua Fundação.” A atriz, protagonista de filmes como E Deus… criou a mulher (1956) e The Girls in the Bikini (1952), morreu este domingo, aos 91 anos

A sua morte já foi lamentada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que se referiu a Bardot como “uma lenda do século”. “Os seus filmes, a sua voz, a sua glória, (…) a sua generosa paixão pelos animais e o seu rosto, Brigitte Bardot personificava uma vida em liberdade”, escreveu na rede social X.

Brigitte Bardot foi actriz, modelo, bailarina, cantora e activista dos direitos dos animais. “Em 1962, com apenas 28 anos, Brigitte Bardot marcou profundamente a opinião pública ao participar no emblemático programa 5 colonnes à la une”, onde exigiu o atordoamento dos animais antes do abate, demonstrando desde cedo o seu compromisso com a causa animal”, pode ler-se no comunicado da sua fundação.

 

 
 
 
 
 
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A actriz foi um ícone do cinema francês nas décadas de 50 e 60 do século passado. Mas com apenas 39 anos, renunciou aos holofotes e ao mundo artístico “para colocar a sua notoriedade e toda a sua determinação ao serviço dos animais e dos seres mais vulneráveis”.

Após o filme A edificante e alegre história de Colinot, de 1973, Bardot abandona a representação e dedica-se ao ativismo pela proteção dos animais, juntando-se, por exemplo, a protestos contra a caça às focas em 1977, de acordo com o jornal britânico The Guardian.  

De acordo com a mesmo publicação, mais tarde Brigitte Bardot enviou cartas de protesto a líderes mundiais sobre temas como o extermínio de cães na Roménia, o abate de golfinhos nas Ilhas Faroé e o massacre de gatos na Austrália.

Em 1986 criou a Fundação Brigitte Bardot, que em 1992 foi declarada de utilidade pública pelo governo francês. “Sob o seu impulso, a Fundação Brigitte Bardot, criada em 1986, tornou-se um ator de referência na proteção animal em França e em todo o mundo. Quarenta anos depois, conta com mais de 12 mil animais acolhidos na “Arca de BB”, ações em 70 países, quatro abrigos, 300 colaboradores, centenas de voluntários e 40.000 doadores”, revela o comunicado da fundação.  

“Ao interpelar regularmente os responsáveis políticos para fazer avançar a legislação, ao conseguir a condenação de autores de maus-tratos, ao realizar salvamentos diariamente e ao sensibilizar um vasto público, a Fundação tornou-se, por sua vez, uma referência mundial, cuja continuidade Brigitte Bardot sempre fez questão de assegurar”, destaca a fundação.

Inês Sousa Real, líder do PAN, reagiu à morte da actriz francesa afirmado que “Brigitte Bardot usou a projeção que tinha nos palcos para dar voz a quem não a tinha: os animais. Criou a Fondation Brigitte Bardot, colocou a sua notoriedade ao serviço da causa animal, insurgiu-se contra o uso de peles na moda e denunciou práticas cruéis como o massacre de focas. Foi uma voz incomoda, persistente e necessária”.

Carregue na galeria para ver alguns momentos de Brigitte com animais.

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