A família não está completa sem um animal. Este sentimento partilhado por tantos núcleos era também o de Maria Belém, do seu parceiro Thomas e dos dois filhos. Buddy entrou nas suas vidas para o suprir, e trouxe mais animação do que esperavam, sobretudo depois de os tutores criarem uma janela na varanda dedicada ao cão. Hoje, é a estrela do bairro onde vive, expandindo a alegria que proporciona aos donos a quem por ali passa.
Maria vive na Alemanha há 12 anos. Foi neste país que se estabeleceu, e onde conheceu o atual parceiro, com quem tem dois filhos e uma casa perto de Frankfurt, uma das maiores cidades do país. Mas faltava uma presença peluda para que o cenário ficasse perfeito. “Há já alguns anos que falávamos sobre ter um pet, um cão ou um gato, mas nunca era o momento certo”, adianta. Finalmente, a vontade falou mais alto, e decidiram que avançariam com a ideia. “Um dos miúdos tem alergias, então com muita pena nossa não podia ser um cão de um abrigo”, acrescenta.
A resposta relativamente à raça por que deveriam optar chegou de forma inesperada. Um dia, enquanto passeavam no norte da Alemanha, o agregado deparou-se com uma senhora e o seu cão, com características que nunca tinham visto. “Era um Lagotto Romagnolo. Fizemos algumas perguntas e percebemos que era um “match” perfeito”, diz Maria.
A tutora explica que a família gosta de aproveitar o tempo em casa, mas é bastante ativa, optando sobretudo por longos passeios por campos e florestas — uma dinâmica que espelha bem as preferências desta raça. “Eles são muito meigos mas também são energéticos”, explica.
Após muita pesquisa, a escolha do criador foi tomada. “Fizemos cinco horas até Leipzig, conhecemos o criador e os bichos e o Buddy escolheu-nos quando adormeceu aos meus pés”, recorda.
Maria nota as diferenças entre o processo de criação de animais em Portugal e na Alemanha. “Cá também há falhas, mas é mais regularizado. Quando adotámos tivemos de escrever uma carta ao criador, e tivemos duas chamadas telefónicas de quase uma hora cada uma. Pedem bastante informação”, afirma. “Eu acho bem. Garantem que os animais ficam em bons cuidados e nós também temos a oportunidade de fazer perguntas”, expressa.
Em setembro deste ano, Buddy completa dois anos com a família, e revelou-se o complemento perfeito. “Está sempre pronto para aventura. Podemos levá-lo para qualquer lado. Temos muito campo aqui ao pé e para ele é uma festa”.
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É quase uma celebridade
“Achamos sempre que o nosso cão é o melhor do mundo”, diz Maria — um sentimento genuíno, que a levou a criar a página buddythelagotto no Instagram, em abril deste ano. Por lá, partilha fotografias e vídeos do patudo, documentando a rotina e aventuras.
Em março, antes mesmo de abrir a conta, os tutores uniram o interesse que ambos nutrem por design de interior, a vontade de mudar a varanda e o amor pelo cão, e criaram uma janela para Buddy. “Ele ouvia as pessoas, e estava sempre pendurado, mas não conseguia vê-las”, diz Maria. As maiores curiosidades do patudo eram para com os miúdos da creche que por ali passavam, e com uma parada típica da cidade.
A janela foi um sucesso desde o início, e gerou ainda mais curiosidade depois de os donos a decorarem com uma placa com o nome do patudo. O aniversário de Buddy e o mundial de futebol também inspiraram decorações diferentes, e várias reações de quem passava.
“No aniversário dele começámos a ouvir miúdos a cantar os parabéns“, conta a tutora. “Ouvimos muitas vezes as pessoas a dizerem-lhe olá. Tem sido uma reação muito bonita”.
A atenção que têm recebido online tem sido igualmente enternecedora. “Há muito conteúdo muito produzido online, e esta é uma história normal de uma família normal que decidiu fazer alguma coisa pelo cão, e adaptar a casa ao bicho em vez de esperar que eles se adaptem a nós”.
Carregue na galeria para conhecer Buddy e para saber mais sobre a sua história.







