Cabo rasgado pode ser a causa da morte de dois cães por eletrocussão em Odivelas

Em menos de 24 horas, três cães morreram eletrocutados.

A E-Redes esclareceu esta quinta-feira, 27 de novembro, que existia um cabo subterrâneo com o isolamento rasgado onde morreram dois cães, em Odivelas, mas não detetou qualquer anomalia na rede elétrica no caso da morte de um terceiro animal, em Lisboa.

Em esclarecimento à agência Lusa, fonte da E-Redes revelou que “após investigações no terreno e perícias efectuadas, no caso registado em Lisboa “não se verificou anomalia na rede eléctrica de distribuição do serviço publico”.

Em Odivelas, a morte de dois animais resultou de um cabo subterrâneo com o isolamento rasgado por agressão externa. “Não foi possível determinar as causas que provocaram o referido rasgão, que aconteceu ao nível do subsolo”, acrescenta a empresa. 

A empresa assegura, segundo a Lusa, que, no sentido de prevenir situações semelhantes, “desencadeou ações adicionais, incluindo a inspeção de todas as colunas de iluminação pública nas imediações do local” onde morreram os dois cães em Odivelas.

Três casos em menos de 24 horas

Entre 14 e 15 de novembro, três cães foram eletrocutados na zona da Grande Lisboa. Em comum esteve o contacto dos animais com zonas molhadas junto a postes de iluminação.

O primeiro incidente desenrolou-se sexta-feira, 14 de novembro, e o seguinte no sábado, 15 de novembro. Luna, de 12 anos e 30 quilos, e Ozzy, de apenas quatro meses e 15 quilos, tornaram-se nas primeiras vítimas quando passeavam com a tutora Soraia Silva perto de um parque infantil em Patameiras, Odivelas. “Por volta das 20h25, passámos junto do candeeiro. O mais pequenino deu um ganido enorme. Pensei que se tivesse cortado. De repente, ambos caíram, sem vida. Foram eletrocutados”.

No dia seguinte teve lugar o segundo incidente, no Parque das Nações, às 18h30. Desta vez a vítima foi Mel, o cão de uma família residente na zona que passeava com o filho do tutor, que morreu ao pisar uma poça de água junto a um poste de iluminação. O relatório dos bombeiros revela que o animal foi atingido por cerca de 117 volts, tentando levantar-se depois e um primeiro impacto, mas caindo logo de seguida, já sem vida.

Esta segunda-feira, 24 de novembro, Chili foi a quarta vítima de electrocussão na zona Lisboa, junto do bairro do Príncipe Real. O mix de Poodle de três anos sobreviveu. A tutora, Linn Wener, contou à PiT que estava a passear Chili na Rua da Escola Politécnica quando o cão ganiu de uma forma que ela nunca tinha ouvido. Segundos depois, começou a andar às rodas, com o coração acelerado e o corpo a tremer. 

“Vi todo o seu corpo à procura de alguma ferida, mas não encontrei nada. Tinha o coração muito acelerado. Estávamos perto de um poste de eletricidade e foi aí que percebi que provavelmente tinha apanhado um choque.”

Foi criada uma petição para ser entregue à Câmara

Depois do incidente com Chili, Linn apresentou na terça-feira, 25 de novembro, uma queixa formal na Câmara de Lisboa, que, até à data da publicação deste artigo, ainda não foi respondida. Outros amigos da tutora já fizeram o mesmo.

“Consegui juntar cerca de 15 pessoas para fazerem queixas. Acho que foi por isso que eles fizeram um reparo ao poste um ou dois dias depois do incidente porque os pressionamos. Mas isso não resolve o problema”.

Linn Wener decidiu criar uma petição online que será posteriormente entregue à Câmara de Lisboa. Até à data mais de 700 pessoas já assinaram a petição. 

Quem quiser ajudar, basta assinar a petição com o nome e email ou através do login do Facebook. “No final do dia, simplesmente não quero que ninguém mais se magoe, sobretudo crianças pequenas. Espero que não chegue a este ponto.”

Carregue na galeria para ver algumas fotografias de Chilli e do poste que causou o incidente no Príncipe Real.

 

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