Bubble foi entregue à companhia aérea coreana Korean Air a 3 de setembro, que ficou encarregue do seu bem-estar enquanto viajava no porão do avião, mas a cadela chegou morta ao destino. Jennifer Liang, a sua tutora, recorreu às redes sociais para partilhar a notícia, pretendendo atrair atenção para descobrir o que causou a morte da Golden Retriever.
A notícia foi adiantada pela Newsweek, que noticiou que Bubble foi encontrada morta na sua transportadora depois do voo, que partiu de Cantão, em Hong Kong, em direção a Incheon, na Coreia do Sul.
A tutora recebeu o apoio do grupo FlyTogether, gerido por ativistas dos direitos dos animais que pretendem sensibilizar para os perigos vividos pelos patudos nos aviões. “Defendemos alternativas para as práticas correntes das companhias aéreas — promovemos um futuro onde os animais não viajam no porão, mas na cabine, com respeito e segurança”, pode ler-se na página oficial da organização. Juntos, lançaram uma petição que exige transparência em relação ao que aconteceu durante o voo.
Jennifer publicou uma imagem da cadela morta nas suas redes sociais, dirigindo-se à Korean Air na descrição. “Eu dei-vos a minha menina viva. Vocês devolveram-me o corpo dela. Eu estava no aeroporto à procura dela, e as duas últimas horas de vida dela permanecem por esclarecer. Por favor, ajudem-me a descobrir o que aconteceu a Bubble”, escreveu.

A companhia aérea pronunciou-se
Um representante da Korean Air garantiu que as todas as condições dentro do porão estavam asseguradas para receber Bubble. “Verificámos que o ambiente e os sistemas de controlo essenciais para o transporte de animais funcionou normalmente durante o voo, e todos os outros pets a bordo chegaram em segurança e sem incidentes”, afirmou. “Expressamos as nossas condolências à cliente pela morte da sua pet adorada”, afirmou.
A tutora explicou que a patuda de cinco anos era “uma viajante experiente”, já que tinham cumprido várias viagens juntas. Contudo, foi obrigada a fazer este percurso no porão, de acordo com as regras da empresa. O plano era reunir-se com Jennifer no aeroporto coreano, para que pudesse depois embarcar para Los Angeles, nos EUA, desta vez na cabine. “Eu paguei 4 mil dólares para ir em executiva, mais 300 dólares para o transporte dela. Isto nunca foi sobre o dinheiro ou não me importar o suficiente”, comentou a dona.
Na sua conta de Instagram, Jennifer esclareceu que não pretende acusar a Korean Air sem provas, mas não aceitará ficar sem respostas quanto à causa de morte da cadela. Além disso, notou que o ambiente e os sistemas de controlo são apenas uma parte do processo de transporte, pelo que fatores como a estabilidade da transportadora de Bubble, os procedimentos de embarca e desembarque e o impacto também devem ser examinados.
“O facto de que os outros animais chegaram em segurança não prova que nada aconteceu a Bubble”, afirmou a tutora, que descobriu que um painel do interior da transportadora da patuda tinha sido “mal colocado e virado em cima dela”. “E é justamente por isso que preciso de compreender o que aconteceu”, escreveu.
Até agora, Jennifer afirmou não ter recebido qualquer explicação ou prova da companhia aérea que explique ou detalhe os movimentos da cadela durante a viagem. Além disso, foi-lhe negado acesso a imagens de segurança, documentos de apoio ou contacto com os trabalhadores.
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