A segurança do Papa Leão XIV ganhou um reforço português. Dois binómios cinotécnicos da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram destacados para França no âmbito da operação montada para a visita apostólica do Pontífice ao país, que começou esta sexta-feira, 25 de setembro, e se prolonga até segunda-feira, dia 28.
De acordo com a GNR, a equipa portuguesa integra quatro militares especializados, entre os quais dois binómios — cada um constituído por um militar e um cão — pertencentes ao Grupo de Intervenção Cinotécnico da Unidade de Intervenção e ao Comando Territorial do Porto. A missão dos cães é particularmente delicada: a deteção de explosivos.
Dois cães portugueses entre as equipas de segurança
Além dos dois binómios cinotécnicos, a GNR destacou ainda um militar da Direção de Informações, para apoio ao Centro de Operações e Informações da Gendarmerie Nationale, e um militar da Unidade Nacional de Trânsito, destinado a colaborar no controlo e regularização do tráfego.
A presença dos cães portugueses acontece num momento em que as autoridades francesas montaram um dispositivo de segurança de grande dimensão para acompanhar a deslocação do Papa.
O Ministério do Interior francês anunciou que o Pontífice estará em França segunda-feira, 28, passando por Paris, Saint-Denis, Lourdes e Metz. A operação envolve diferentes forças e serviços de segurança e foi preparada tendo em conta a elevada afluência esperada.
A visita foi oficialmente classificada pelo Governo francês como um “grande evento”, permitindo a aplicação de procedimentos especiais de segurança e controlo de acessos nos locais abrangidos. O decreto publicado pelas autoridades francesas refere, entre outros fatores, o risco de atos terroristas associado à natureza do acontecimento e à sua dimensão.
Uma missão que começa muito antes da chegada do Papa
Para os cães especializados em deteção de explosivos, o trabalho não se limita aos momentos em que o Papa está presente. Os binómios podem ser utilizados na verificação de espaços, itinerários e zonas de acesso, ajudando a identificar a eventual presença de substâncias ou objetos explosivos antes da passagem de pessoas ou de entidades protegidas.
A própria GNR explica que a sua componente cinotécnica dispõe de cães treinados para várias missões, entre elas a deteção de explosivos, droga, armas, papel-moeda, tabaco, venenos, cadáveres e vestígios biológicos. A Guarda conta ainda com equipas especializadas em patrulhamento, segurança de instalações sensíveis, ordem pública e intervenção tática.
Uma colaboração que vai além das fronteiras
A participação portuguesa nesta operação também reforça a dimensão internacional da cooperação entre forças de segurança europeias.
A GNR tem vindo a participar em missões e iniciativas internacionais de segurança e formação cinotécnica. Segundo a GNR, existem cerca de 300 equipas cinotécnicas a nível nacional e, anualmente, são projetadas cerca de 20 duplas para missões relacionadas com a vigilância das fronteiras externas da União Europeia.
Neste caso, os cães portugueses juntam-se ao enorme dispositivo francês criado para acompanhar uma visita que deverá mobilizar milhares de agentes e reunir multidões em diferentes pontos do país.
Ver esta publicação no Instagram







