Animais

Cães minúsculos encontram-se na rua e apaixonam-se. Agora, têm encontros constantes

A história de amor da dupla está a dar o que falar e é adorável. Antes de conhecer Lola, Smudge não gostava de outros cães.
Lola e Smudge.

Quando Smudge chegou à nova família, não queria saber de ninguém. Não importava quantos passeios fazia por dia ao lado do tutor, o cabeleireiro Mitchell Ramazon,  o Lulu da Pomerânia (ou Spitz Alemão anão) não gostava de outros cães e sempre que os via, ladrava para ter a certeza de que nenhum se aproximaria de si. Até que, certo dia, tudo mudou e hoje, o dono não pode falar o nome de Lola, a sua melhor amiga, sem o cão ir à loucura.

Numa das caminhadas diárias, Mitchell e Smudge viraram uma esquina e foi amor à primeira vista. O pequenote encontrou-se com Lola, que tem a mesma cor e mesmo tamanho minúsculo que o seu, e os dois não se largaram. “Começaram a brincar de imediato. Foi a coisa mais fofa de sempre”, contou Mitchell no TikTok. Naquele momento, o tutor sabia que tinha de aproveitar e pediu o contacto de Joanna, a responsável pela cadela.

“Ela é uma das minhas amigas agora mas na altura, disse-lhe que precisava do seu número porque o Smudge não tinha amigos e tínhamos de marcar encontros para os dois brincarem”, recordou. E não demorou muito. No dia seguinte, as duplas encontraram-se na casa de Mitchell e os dois patudos brincaram uma hora sem parar. “Era notório que eles se adoravam”, referiu.

Desde então, Smudge e Lola são inseparáveis. Segundo o tutor,  os cães veem-se vários dias na mesma semana e sempre que sai para um passeio com o companheiro, Smudge para à porta do prédio de Lola e chora, à espera da sua melhor amiga.

@mitchellramazonSmudge and Lola, a love story.♬ original sound – Mitchell Ramazon

Ter “aumigos” é importante para os cães

Um estudo recente concluiu que a sociabilidade é importante para cães terem uma vida mais saudável. Uma equipa de investigadores do Dog Aging Project analisou as determinantes sociais associadas a uma esperança de vida mais longa – e isto junto de mais de 25.000 animais – e chegaram a uma conclusão demasiado óbvia para ser ignorada: a questão central está na matilha.

Os investigadores deste projeto – que nasceu em 2018 nos Estados Unidos e que se debruça sobre a questão da longevidade canina, estudando dezenas de milhares de cães de todos os tamanhos, raças e origens – constataram que o tempo que um cão passa com pessoas é um importante fator para uma vida saudável, mas que o facto de também estar com outros patudos é também de grande importância.

“O estudo revela que, mesmo para os nossos amigos de quatro patas, é importante manter fortes ligações sociais e companheiros sociais”, explicou Brianah McCoy, uma das autoras do estudo e mestranda na Arizona State University (ASU). “É bom que o nosso cão tenha suporte social, tanto de outras pessoas como de outros cães. Os cães são animais sociais, tal como nós, pelo que beneficiam do facto de conviverem uns com os outros”.

Percorra a galeria para saber mais sobre o Dog Aging Project e sobre o mundo maravilhoso dos cães.

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