Animais

Estes cães têm os dias contados. Estão em Vila do Conde e precisam de lares urgentes

O abrigo onde os quatro patudos vivem vai ser encerrado. Estão assustados e a protetora não os quer "deixar morrer" num canil.
Teddy tem cinco anos.

Lucas, Pateta, Teddy e Bia nunca tiveram sorte. Há vários anos, os quatro cães veem os companheiros serem adotados, mas ficam sempre para trás. O motivo? São assustados, antissociais e precisam de tutores pacientes. E se já é difícil encontrar lares para animais sociáveis, para estes é muito mais. Ainda assim, a Tarecos & Patudos não pretende desistir.

A associação nasceu em janeiro de 2018 e apesar de estar legal, tudo mudou há cerca de um ano e meio. Em 2022, depois de serem vítimas de uma queixa, as duas fundadores e irmãs, Liliana e Cátia Oliveira, receberam uma visita de instituições como o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) e o Veterinário Municipal de Vila do Conde, no Porto. Estas decidiram que o abrigo teria de ser encerrado porque o terreno onde estava construído “corre risco de incêndio”.

“Em dois meses, conseguimos retirar mais de 30 animais do abrigo”, conta à PiT Liliana. “Fomos lutando sempre e pedindo ajuda para os nossos animais mais velhinhos e os mais assustados. Tínhamos promessas da Câmara, que nos ia dar um espaço para a associação só que, infelizmente, nunca aconteceu”, lamenta. 

Desde que encontraram lares e espaços para quase todos os seus animais, Lucas, Teddy,  Pateta e Bia ficaram para trás. E agora, com a ação ainda a decorrer em tribunal, Liliana e Cátia estão desesperadas. “Estão todos castrados, vacinados, chipados e desparasitados”, garante. “Estamos a pedir ajuda para eles há ano e meio mas sem sucesso”.

Os quatro animais não precisam, de imediato, ser adotados. Embora fosse o ideal, as fundadoras estão abertas para qualquer ajuda — famílias de acolhimento temporário, apoio de um treinador de cães ou um espaço onde possam colocá-los e continuarem com os seus cuidados. Contudo, frisa que é urgente.

“A ação principal ainda está a decorrer mas segundo o nosso advogado, se eles quiserem vir buscar os animais, podemos ser notificadas a qualquer momento”, partilha. “Se forem para um canil vão morrer, vai ser o fim deles”.

Quem são Lucas, Pateta, Teddy e Bia?

Salvador, um cão descrito como “o menos social de todos”, foi o único que conseguiu encontrar uma família de acolhimento. Para os restantes, a Tarecos & Patudos já entrou em contacto com outras associações que, infelizmente, estão lotadas e não consegue acolhê-los.

Lucas tem cinco anos, está castrado e tem microchip. É, atualmente, um dos mais fáceis de lidar, anda bem de trela e de carro, mas “tudo com muita calma”. Por outro lado, Pateta, o seu irmão, é “bastante assustado e reativo ao toque”. Já Bia, é um caso sensível. “Ela quer [atenção] mas ao mesmo tempo fica com tanto medo que se atira até às paredes e quer saltar assustada”, explica.

A cadela encontrou um porto seguro ao lado de Teddy, que embora tenha muito medo, adora estar ao lado da patuda e ambos ajudam-se. O ideal seria mantê-los juntos. “Vamos tentar colocar o Lucas em hotel, pois também é um menino que se vai deixando tocar”, avança, acrescentando que vai precisar de ajudas de madrinhas e padrinhos para conseguir pagar os custos.

Pateta, Bia e Teddy continuam a ser os casos mais graves. “Não se deixam tocar de todo. São uns amores e é tudo medo. Têm de ir para uma associação que consiga trabalhar estes medos, como nós fazíamos”, partilha.

Se tiver interesse em ajudar um dos quatro cães, pode entrar em contacto com a associação através do 912 332 734. Caso não possa acolhê-los, mas ainda queira ajudar,  os apoios monetários podem ser enviados ao Mbway (933327233 e 912332734) ou NIB (0045 1466 4031 2410 00 93 8).

A seguir, carregue na galeria para conhecer os quatro patudos.

ver galeria

ÚLTIMOS ARTIGOS DA PiT