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Cão bebé salvo após tentativa de afogamento em Lisboa. Associação apresenta queixa-crime

O caso foi divulgado pela Associação dos Animais de Lisboa, que confirmou ter apresentado uma queixa-crime.

Um cão bebé foi resgatado e recebeu tratamento veterinário de urgência após alegadamente ter sido vítima de maus-tratos durante cerca de 40 minutos numa zona de Lisboa. O caso foi divulgado pela Associação dos Animais de Lisboa, que confirmou ter apresentado uma queixa-crime junto da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Segundo a associação, tudo começou quando um dos seus membros recebeu uma mensagem num grupo de moradores a denunciar que uma criança estaria a tentar afogar um cachorro num lago. De acordo com o relato, existia um vídeo onde era possível observar a criança a puxar repetidamente o animal pela trela sempre que este tentava escapar, forçando-o a permanecer submerso ao empurrar-lhe a cabeça para dentro de água.

Perante a denúncia, um voluntário deslocou-se imediatamente ao local, retirou o cão da água e levou-o consigo para uma esquadra da PSP, onde expôs a situação às autoridades. Segundo a associação, a criança permaneceu na esquadra até à chegada dos pais.

O animal foi posteriormente transportado para um centro veterinário, onde recebeu assistência médica urgente. A associação afirma que o cachorro apresentava sinais de exaustão extrema, tinha ingerido uma grande quantidade de água, encontrava-se com o abdómen bastante inchado e sofria múltiplas lesões nas patas, provocadas pelas tentativas de escapar.

Após ser estabilizado, o cão ficou ao cuidado da Associação dos Animais de Lisboa, que assegura estar a acompanhar a sua recuperação.

Na sequência dos acontecimentos, foi apresentada uma queixa-crime, tendo os pais da criança comparecido igualmente na esquadra da polícia.

O caso motivou igualmente uma reação pública do PAN – Pessoas–Animais–Natureza. Numa publicação nas redes sociais, o partido manifestou “forte indignação” com o alegado episódio de maus-tratos, recordando que, apesar de envolver menores, a Lei Tutelar Educativa prevê a aplicação de medidas tutelares a jovens entre os 12 e os 16 anos que pratiquem factos qualificados como crime, incluindo crimes contra animais de companhia.

O partido agradeceu ainda à pessoa que resgatou o cachorro e o encaminhou para a PSP, considerando que essa intervenção foi determinante para salvar a vida do animal, e assegurou que continuará a acompanhar o caso.

Na publicação em que revelou o caso, a Associação dos Animais de Lisboa apelou à população para que não permaneça indiferente perante situações de alegados maus-tratos a animais, sublinhando que, neste episódio, o cão terá permanecido em sofrimento durante cerca de 40 minutos antes de alguém intervir.

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