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Cão-polícia Hulk encontrou quase 50 toneladas de droga. Sem ele, não teria sido possível

O Pastor-Belga farejou as substâncias num espaço debaixo do chão e guiou os agentes até elas.

As autoridades brasileiras realizaram a maior apreensão de droga até ao dia de hoje. A operação desta terça-feira, 7 de abril, foi possível graças a Hulk, um cão polícia que chegou onde os seus companheiros humanos não conseguiram, permitindo que encontrassem 48 toneladas de canabis escondida.

O Pastor-Belga pertence ao Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, explica o Globo esta quinta-feira, 9 de abril. O mesmo jornal avança que a droga estava dentro de uma cisterna numa zona de construção abandonada em Nova Holanda, no bairro Complexo da Maré. Além das substâncias, foram encontrados quatro espingardas e quatro pistolas, adianta o Metrópoles.

A ação foi levada a cabo no âmbito do combate ao tráfico da região, que mobilizou 250 agentes. Durante a operação, Hulk mostrou-se agitado ao passar pelo local vedado, deixando os policias desconfiados, contou Luciano Pedro Barbosa, tenente-coronel e comandante do BAC.

 
 
 
 
 
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O cão guiou a equipa com o olfato, levando os agentes a partir a corrente e o bloco de cimento que selava o espaço. Lá dentro, depararam-se com as substâncias ilícitas, cuja retirada foi feita por dezenas de polícias ao longo de cerca de cinco horas, e com recurso a quatro camiões para o transporte.

Wildemar de Oliveira, treinador e parceiro de Hulk, descreve o cão como energético e o seu dia-a-dia como rotineiro. O brinquedo favorito do patudo é a bola de ténis, que recebeu depois de localizar a droga. “A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem”, explicou o tutor.

O comandante do BAC adiantou que esta recompensa é praticada desde os treinos, durante os quais os cães recebem o brinquedos sempre que localizam o alvo pretendido. “Nas operações, eles não buscam a droga em si, mas a bolinha de tênis, a recompensa que eles querem, porque é dessa forma que aprendem no treinamento. É como se fosse o prêmio deles”, disse.

Esta operação não foi a estreia de Hulk no terreno. O patudo integrou o grupo há quatro anos, com seis meses de idade, depois de ser entregue por um militar que não tinha disponibilidade para cuidar dele. Entre os momentos de destaque do trabalho que tem cumprido, Wildemar de Oliveira destaca a tonelada de drogas que encontrou em 2024.

Carregue na galeria para ver algumas imagens da operação.

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