Caramel é descrito como “um cão flácido”, ou “um rapaz ensopado a pingar”, que “está a cair dos ossos”. As várias comparações engraçadas com a aparência do patudo, feitas pelos tutores e pelos seguidores nas redes sociais, vêm de um lugar de amor. O patudo sofre de Síndrome de Ehlers-Danlos, uma condição que faz com que a sua pele seja demasiado flácida, criando uma aparência distinta e cómica, graças à qual está a ganhar reconhecimento online, entretendo e inspirando humanos que sofrem com a mesma doença.
O patudo, que conta mais de 15 mil seguidores, foi encontrado pelo dono Vlad perto de um centro comercial na cidade de Kissimmee, na Florida, Estados Unidos da América, partilha no TikTok. Então, o cão “era só pele e osso“, e Vlad, já habituado a acolher e adotar cães abandonados, decidiu juntá-lo à família.
O cão, que então ainda tinha uma quantidade de pele normal, conheceu os seus dois irmãos caninos; Harry, um Husky de 13 anos cheio de energia, e Chocolate, um patudo sem raça definida, que foi resgatado quando era bebé. A estes juntaram-se três outros cães e quatro furões, “filhos” da namorada do tutor.
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Há cerca de dois anos a pele de Caramel começou a ficar flácida. “Começou muito lentamente, mas progressivamente ficou mais e mais flácida”, esclarece o dono online. As primeiras idas ao veterinário para compreender a causa foram infrutíferas, já que os profissionais “não tinham ideia do que era”. “Na quarta ou quinta visita, uma veterinária disse que achava que era EDS, ou Síndrome Ehlers-Danlos”.
Esta é uma condição genética rara, que ocorre em humanos e animais, traduzindo uma incapacidade do corpo na sintetização do colágeno, e provocando sintomas como articulações flexíveis e pele elástica e sensível. A elasticidade da pele, combinada com a força da gravidade ao longo do tempo, fazem com que este órgão continue a esticar e a aproximar-se do chão.
Apesar de alguma dificuldade extra para correr e saltar, e da vantagem de ter uma almofada pronta sempre que deita o focinho em qualquer lugar, Caramel tem uma vida normal. A exceção é a impossibilidade de utilizar coleiras, arnês ou outros acessórios próximos do corpo, que provocam irritações.
O tutor reconhece que o patudo poderia ser operado para remover o excesso de pele, mas explica que “não existem garantias de que a pele não volte a ficar flácida, por causa da deficiência de colágeno”.
Online, o cão tem recebido atenção de milhares de pessoas, algumas com a mesma condição, que se mostram surpreendidas ao descobrir que também os cães podem receber este diagnóstico. “Ficamos felizes que Caramel possa juntar tanta gente com a sua condição”, escreve o dono.
Carregue na galeria para conhecer o patudo, e para saber mais sobre ele.








