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Comraça resgata 23 gatos e um coelho de situação de acumulação

Os animais eram amados, mas precisam de melhores cuidados. Os bebés estão em maioria.

Por vezes, os casos de negligência animal refletem mais do que a falta de cuidado por parte dos humanos com outros seres, sendo uma consequência das limitações dos próprios detentores. A Comraça deparou-se com um destes casos no dia 5 de julho, em Matosinhos, no Porto, quando resgatou 23 gatos e um coelho de uma casa cuja dona era acumuladora.

Ana Pinto da Costa, líder da associação do Norte, avança à PiT que foi uma denúncia que deu origem ao ocorrido, quando os voluntários foram chamados “de urgência, à meia-noite, por particulares que estavam no local”. Além dos denunciantes, estava também presente a PSP (Polícia de Segurança Pública), que auxiliou a associação a falar com a dona dos animais.

A presidente da organização explica que esta era uma situação de acumulação, onde além de intervirem para salvar os animais, procuraram também concretizar “uma parte de apoio social”. Ana esclarece que “a habitação não estava em muito mau estado”, e garante que os patudos “tinham comida, água e higiene”, e acrescenta que “os bebés tinham coriza” (uma condição semelhante à gripe humana), que “é relativamente normal”.

Todos os animais foram levados pela associação sem protestos da detentora, que reconheceu que os patudos precisavam de melhores cuidados — dos 23 felinos, 13 são bebés. Contudo, depois de Ana explicar à dona que a lei permite um máximo de três gatos por habitação, a senhora expressou querer manter os três felinos mais velhos, que a acompanham há já vários anos. Assim, estes serão avaliados e esterilizados na clínica da Comraça, e entregues posteriormente. 

A associação encaminhou os mais pequenos para o Centro de Recolha Oficial de Matosinhos, que se disponibilizou a recebê-los, para que possam encontrar famílias definitivas. A líder da equipa conta ainda que “duas das gatas adultas da casa estavam em nome da Câmara de Paços de Ferreira”. “Foram esterilizadas pelo programa da Câmara e por isso querem que as devolvamos à rua“, avança. “Não o vamos fazer. Estão em FAT, e não faz sentido depois de tanto tempo habituadas a estar em casa regressarem à rua”, afirma.

O único coelho que vivia com os felinos foi encaminhado para a Associação Portuguesa de Resgate de Animais Exóticos, e, garante Ana, “vivia bem no meio dos gatos todos”. 

A Câmara Municipal de Matosinhos foi igualmente contactada, no sentido de garantir auxilio para a acumuladora, e assim aconteceu. “A senhora vai ser colocada num programa para a doença e vai ser acompanhada pelas entidades competentes”.

Todos os felinos são meigos e carinhosos, e assim que estejam esterilizados poderão ser adotados. Carregue na galeria para os conhecer.

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