Um diagnóstico de diabetes nos patudos significa alterações às rotinas dos animais e dos seus humanos, bem como algumas preocupações extra, mas não impede que vivam uma vida longa e de qualidade. Esta sexta-feira, 14 de novembro, assinala-se o Dia Mundial da Diabetes, e com ele uma tentativa de consciencializar a população sobre a doença. No que toca aos animais, os tutores são aconselhados a prestar atenção a alguns sintomas para garantir diagnósticos precoces e bons prognósticos.
Os sinais não são diferentes nos que habitualmente se observam nas pessoas. Os mais típicos incluem “aumento da ingestão de água, muito apetite e urinar mais”, explica à PiT Paula Santos, médica veterinária do Anicura Restelo Hospital Veterinário. “Pode também causar algum cansaço e perda de peso. Por vezes temos casos assintomáticos, quando apanhamos a doença muito no início”, acrescenta.
A médica nota que a condição “não é tão frequente nos animais como nos humanos”, e admite que, no que toca aos cães, existem raças com maior predisposição para a desenvolverem do que outras, por “razões genéticas”. São estas a “Yorkshire Terrier, Poodle, Labrador e Schnauzer”. Por outro lado, no que diz respeito aos gatos “não há uma raça mais descrita”.
Paula Santos explica também que os cães tendem a desenvolver diabetes tipo 1 (a versão autoimune da doença, com a qual o corpo não produz insulina suficiente), sobretudo “cães jovens e cadelas não castradas”, ao passo que os gatos têm maior predisposição a diabetes tipo 2 (que ocorre quando o corpo desenvolve resistência à insulina devido a condições como obesidade). Nos felinos, o diagnóstico costuma ocorrer em “animais geriátricos ou com outras doenças que provocam resistência à insulina”.
E depois do diagnóstico?
A veterinária admite que a vida com um animal com diabetes “nem sempre é fácil”, exigindo “alguma coragem e rotina para o tratamento”, e uma alteração na dieta. Além disso, “economicamente, é uma doença com alguns custos elevados”, já que requer a compra de medicação e um acompanhamento veterinário mais regular.
Os donos têm de administrar insulina injetável “uma ou duas vezes ao dia”, um hábito com o qual nem sempre as pessoas estão confortáveis. No que toca às medições dos níveis de açúcar no sangue, que até há pouco tempo requeriam uma picada, a veterinária assegura que o processo se tornou mais fácil, graças ao “dispositivo que permite saber a glicemia”.
Apesar de o início do tratamento poder ser difícil, a profissional garante que “depois de se perceber as doses, a alimentação, e de se estabelecer uma rotina, fica mais fácil”, e os patudos “podem ter uma vida longa e sem problemas”, dependendo da causa que esteja por trás da doença. Nos gatos, a médica lamenta que “o prognóstico costuma ser mais reservado, porque costumam ter doenças complicadas por trás, mas depende do caso”.
Carregue na galeria para conhecer Nunex, um patudo diabético de um ano que vive na associação Animarco.








