A Provedora do Animal, Laurentina Pedroso, lançou um apelo aos municípios para que reforcem as medidas de proteção dos animais errantes e assilvestrados, alertando para as consequências da falta de intervenção no bem-estar animal e na saúde pública.
Numa publicação nas redes sociais, a responsável chama a atenção para a realidade enfrentada diariamente por milhares de animais, que vivem expostos à fome, à doença, ao abandono e aos atropelamentos. Uma situação que, segundo refere, agrava também a pressão sobre os Centros de Recolha Oficial Animal (CROA) e as associações de proteção animal.
“Os municípios têm o dever de agir! Esta é, também, uma questão de saúde pública”, sublinha Laurentina Pedroso, defendendo que o adiamento de respostas contribui para o nascimento de mais animais sem cuidados, abrigo ou condições para uma vida digna.
Captura, esterilização e cuidados veterinários
Entre as medidas que considera essenciais, a Provedora do Animal destaca a implementação de programas municipais permanentes que assegurem a captura segura e humanitária dos animais, a esterilização de cães e gatos, a identificação e os cuidados médico-veterinários, bem como a adoção responsável ou outras soluções adequadas.
A responsável salienta que estas intervenções são fundamentais não só para controlar as populações de animais errantes, mas também para prevenir doenças, incluindo zoonoses, e contribuir para comunidades mais seguras.
“A saúde das pessoas, dos animais e do ambiente está interligada”, recorda, numa referência à abordagem de Saúde Única (One Health), que reconhece a ligação entre a saúde humana, a saúde animal e o equilíbrio ambiental.
A esterilização assume, neste contexto, um papel central, ao evitar o nascimento de novas ninhadas que podem acabar abandonadas ou entregues a estruturas de acolhimento já sobrecarregadas.
“Os municípios não podem continuar a adiar a resposta”, diz Provedora
No apelo que dirigiu às autarquias, Laurentina Pedroso insiste na necessidade de respostas contínuas e estruturadas, em vez de intervenções pontuais. A falta de medidas de prevenção e acompanhamento, alerta, perpetua um ciclo de reprodução descontrolada, abandono e sofrimento animal.
“Os municípios não podem continuar a adiar a resposta. Cada ação conta e cada animal protegido importa”, conclui.
A publicação volta a colocar em destaque o papel das autarquias na gestão das populações de animais errantes, uma responsabilidade que exige articulação entre os serviços municipais, os médicos veterinários, as associações de proteção animal e a comunidade.







