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Estados Unidos regista maior queda de eutanásias em abrigos desde 2020

O número de gatos abatidos em abrigos norte-americanos é agora o mais baixo de sempre.

Os abrigos de animais nos Estados Unidos estão a atravessar um dos momentos mais encorajadores da última década. Novos dados revelam uma queda significativa no número de eutanásias, com mais de 34 mil cães e gatos poupados em 2025 — a maior descida anual desde 2020.

Segundo a Best Friends Animal Society, este progresso representa um marco importante na evolução do bem-estar animal no país, aproximando os Estados Unidos do objetivo “no-kill”, definido como uma taxa de salvamento de 90% dos animais que entram em abrigos.

Gatos atingem mínimo histórico

Um dos dados mais marcantes deste relatório prende-se com os felinos: o número de gatos abatidos em abrigos norte-americanos é agora o mais baixo de sempre desde que há registos. Em 2025, 83% dos gatos que deram entrada nestas estruturas foram salvos — um sinal claro de que as estratégias de proteção e adoção estão a surtir efeito.

No total, cerca de 4 milhões de cães e gatos encontraram uma família no último ano. Paralelamente, o número de cães eutanasiados diminuiu mais de 8%, o que corresponde a cerca de 20 mil animais.

De acordo com a Best Friends Animal Society, esta descida está associada ao crescimento de programas de acolhimento de gatinhos, iniciativas para gatos de rua e a um maior interesse pela adoção — especialmente entre as gerações mais jovens.

Um ponto de viragem no bem-estar animal

“2025 foi um ponto de viragem para os abrigos de animais nos Estados Unidos, e os dados mostram um impulso inegável no movimento para acabar com a eutanásia de animais saudáveis e tratáveis nos abrigos”, afirmou Julie Castle, presidente executiva da Best Friends Animal Society.

A responsável destacou ainda que 68% dos abrigos já atingiram o estatuto “no-kill”, um número recorde. Entre os restantes, quase metade está a menos de 100 animais de alcançar essa meta.

“O número de abrigos ‘no-kill’ neste país está no nível mais alto de sempre, com 68% das estruturas a alcançar este marco no último ano, e, entre aquelas que ainda não o conseguiram, quase metade precisa de salvar menos de 100 animais adicionais para lá chegar.” acrescentou.

Para Julie Castle, este progresso é resultado de um esforço conjunto: “Este é um exemplo claro do que acontece quando amantes de animais, abrigos e associações de resgate trabalham em conjunto para salvar vidas.”

Os dados apontam para uma tendência positiva e reforçam a importância da colaboração entre organizações, comunidades e tutores — um modelo que poderá inspirar outros países na construção de um futuro com menos abandono e mais adoção responsável.

 

 
 
 
 
 
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