Animais

Este gato apaixonou-se pelos cães vizinhos — todos os dias vão passear juntos

Embora tenha lar, Oliver gosta de fazer novos amigos. Pelas manhãs, espera o Labrador e a Buldogue e acompanha-os nos passeios.
O adorável "gangue".

Basta Emmie e Gunny sairem à rua para Oliver aparecer. A Buldogue Inglesa e o Labrador conquistaram o gato que vive duas casas ao lado da sua e o felino junta-se com frequência às suas caminhadas diárias. “Ele anda connosco todos os dias, a não ser que esteja a chover”, começa por contar à PiT a tutora dos cães Hilarie Barbaree, 55 anos.

Já lá vão três anos desde a primeira vez que Hilarie e o marido Keith, 58 anos, viram Oliver pela primeira vez. “Ele estava a fazer a sesta próximo de uns arbustos perto da nossa porta da frente e depois, na entrada da nossa casa. Achávamos que uma casa com dois cães e nenhum gato era um lugar surpreendente para ele ficar”, recorda.

Houve um dia que a família estava a voltar de um passeio diário quando Emmie e Gunny viram o gato pela primeira vez. Como parte do instinto, avançaram para cima do felino. “Ele não moveu um único músculo e não parecia nem um pouco incomodado”, partilha. “Eles ficaram em choque e, desde então, aceitaram-no”.

A partir daí, o gato começou a aparecer em vários momentos do dia e juntou-se aos dois cães durante as caminhadas. “O Gunner ficava sempre feliz quando ele se juntava a nós e eles tornarem-se bons amigos”, frisa. O felino, porém, distrai-se facilmente e a sua companhia não dura mais do que alguns minutos.

“Às vezes, o Oliver caminha ao nosso lado durante cerca de cinco minutos, depois distrai-se e afasta-se para visitar outro vizinho que adora”, conta. “Nós vamos sempre no mesmo horário e quando voltamos, 20 a 25 minutos depois, ele está à nossa espera. Ele volta para casa connosco e fica à espera de uma guloseima como os cães”.

Embora também seja amigo da Buldogue, é com o Labrador que o gato passa mais tempo. “Ele está sempre a bater-lhe com o rabo, gostaria de saber o que isso significa”, confessa. “Há vezes que penso que é uma abraço e noutras, uma forma de comunicação. Ele gosta de liderar a caminhada quando Emmie está connosco e se ela ficar em casa, anda ao lado de Gunny. É interessante, mas não sei o que significa”, acrescenta.

Oliver já é de casa

O primeiro a chegar foi o Labrador Gunner — “Gunny” para os conhecidos. O patudo foi adotado por Hilarie e Keith, casados há 30 anos, quando tinha um ano e meio, durante um evento de adoção no Estado da Geórgia, Estados Unidos. “Eles disseram-nos que o seu antigo dono tinha desistido dele por causa de um diagnóstico de um cancro agressivo”, conta-nos. Hoje, tem nove anos e é saudável.

Já Emmie, era a cadela da mãe de Hilarie, que morreu de cancro quando a patuda tinha apenas um ano. O casal conduziu quase 5 mil quilómetros, da Geórgia até a Califórnia, só para salvar a companheira de quatro patas que hoje tem seis anos. “O Gunner aceitou-a de imediato e eles estavam habituados a brincar bastante. Agora já são mais velhos e menos brincalhões”.

Os irmãos têm também personalidades distintas. O Labrador “é tranquilo e ama todas as pessoas, todos os animais e criaturas, desde coelhos, tartarugas, e sapos”. Apesar da Buldogue também ser amigável com outros cães, é ao lado dos humanos que se sente mais feliz. “Ela fica muito animada quando recebemos pessoas em casa. Ela tolera o Oliver mas parece ciumenta quando ele entra e pede a nossa atenção”.

Além de se juntar à família durante os passeios, o felino adora ficar dentro da casa dos “aumigos”. “Os seus donos têm cinco filhos pequenos e achamos que ele prefere a nossa silenciosa casa para fazer a sesta”, diz Hilarie. “Eles disseram-nos que o adotaram há vários anos mas ele está sempre a dar voltinhas para fazer amizade com todos os vizinhos”.

O gato também adora Keith, o “papá” humano dos cães. “Quando ele o chama, Oliver aparece sempre. Se virmos que uma tempestade está a aproximar-se e ficarmos preocupados, Keith vai até a entrada, chama-o pelo nome e ele vem a correr. É maravilhoso”, refere.

Hilarie trabalha na receção de um hospital veterinário e apesar de ser apaixonada pelos animais, nunca tinha tido qualquer experiência com gatos até fazer amizade com Oliver. Agora, o patudo já é parte da família.

“O Gunny adora quando ele entra em casa. Eles cumprimentam-se a tocar-se os focinhos e Gunny normalmente faz a sesta ao seu lado. Se o Oliver ocupar a sua cama, ele não se importa e deita-se no chão ao seu lado. Pelas manhãs, também sempre o procura porque está habituado que ele estava à espera”.

De seguida, carregue na galeria para conhecer o adorável gangue de doze patas.

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