A vontade de tratar bem os animais não depende do poder financeiro — depende apenas de respeito, do e carinho nutrido por eles. Porém, por mais amados que sejam, a falta de recursos impede várias famílias de garantir o bem-estar dos seus patudos. Na passada quinta-feira, 15 de maio, a associação Patinhas e Patudos foi chamada a intervir num destes contextos, onde o amor não falta, mas não é suficiente.
Ana Bastos, responsável pela organização, lamenta constatar um aumento do número de casos de pobreza nos últimos anos, reconhecendo a dificuldade em estar na posição destas pessoas. “Não é que não queiram tratar bem. É por falta de apoio e de informação”, afirma.
A equipa, que atua em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, respondeu a um pedido de ajuda, que dava conta de uma casa onde viviam sete cães “sem as condições necessárias”, e que “precisavam urgentemente de apoio”. A GNR tinha já sido contactada pela comunidade local, chegando mesmo a dirigir-se à residência, mas “não conseguiu contactar com o senhor”.
À associação, o tutor avançou ter pedido ajuda a diferentes entidades, sobretudo para esterilizar as cadelas, mas “todas as portas onde bateu foram fechadas”. O dono assumiu a incapacidade para cuidar dos animais, e permitiu que fossem levados, para que encontrem novas casas. “Custou-nos muito”, conta Ana Bastos. “Eles emocionaram-se; gostavam muito deles, mas tinham consciência de que não tinham condições para os manter ali”.
A Patinhas e Patudos levou cinco cães, com cerca de sete meses. A mãe permaneceu no local com o tutor, bem como outro dos irmãos, para os quais a organização conseguiu vagas para “esterilizações gratuitas”. Além disso, mantém-se em contacto com o dono, que terá onde recorrer caso precise de ajuda.
Da ninhada, três são fêmeas e dois são machos, e a responsável adianta que os cães “não estavam muito magros nem maltratados”. “Não existe ali nenhum poder monetário. Nem para comer aquelas pessoas devem ter, mas conseguiram alimentar os animais. Fizeram o possível e o impossível”, adianta, reconhecendo que “tantos outros teriam simplesmente abandonado”.
Os cães mostram-se medrosos, por ser a primeira vez que têm contacto com novos locais, mas “muito meigos e brincalhões”. Estão prestes a concluir os processos de vacinação e desparasitação, e esperam novas casas, onde poderão crescer e ser felizes.
As adoções podem ser feitas através do 911 780 750, ou online.
Carregue na galeria para conhecer os patudos acolhidos pela associação.








