À terceira não foi de vez para Flopy. Quando foi adotado depois de ter sido devolvido três vezes ao Centro de Recolha Oficial de Animais de Santarém (CROAS), o cão tinha a certeza de que aquela seria a sua família para sempre. Mas pela quarta vez, foi deixado para trás. Ainda assim, não desistiu e a espera chegou ao fim quando conquistou o coração da sua quinta tutora, Susana.
Este sábado, 10 de agosto, o patudo celebra o seu primeiro ano de vida e além de não ter de o passar sozinho, está a preparar-se para uma nova vida como um cão de terapia. Flopy integrou este mês a equipa da Smiledog — Intervenções assistidas com animais, em sequência de uma parceria da empresa com o Município de Santarém.
“O Flopy foi devolvido quatro vezes devido a várias razões, que geralmente se relacionam com a falta de preparação e compreensão dos adotantes sobre as necessidades de um cão”, começa por contar à PiT Nuno Santos, fundador da Smiledog.
O treinador continua: “Muitas vezes, a falta de paciência e de compromisso para com o processo de adaptação e educação de um animal pode levar a devoluções. Adicionalmente, problemas de comportamento que poderiam ser resolvidos com educação adequada e rotinas estruturadas também contribuíram para a devolução do Flopy”.
Apesar dos então tutores não terem descoberto as qualidades do patudo, Flopy está cheio delas. Além de ter uma personalidade “calma, amigável e sociável”, mostrou desde cedo “uma grande vontade de aprender, sendo um cão que se adapta facilmente a novos ambientes e situações”. “Estas características, aliadas ao seu comportamento previsível e estável, tornam-no um candidato ideal para terapias assistidas por cães”, frisa.
Flopy foi encontrado abandonado e foi levado ao CROAS, onde acabou adotado por Susana. Nuno teve conhecimento da história do patudo através da parceria com a autarquia de Santarém, que se foca na educação e certificação de cães terapeutas. Todos os cães adotados no canil têm direito a cinco aulas de obediência social, e com o novo membro não foi diferente.
“Estes treinos iniciais focaram-se em comandos básicos e socialização. Posteriormente, com a perspetiva de integrar a equipa de técnicas de intervenções assistidas com cães, o Flopy passou por um treino mais específico para terapias, totalizando 12 aulas”, explica. “Os treinos correram muito bem, graças à dedicação da sua tutora e ao uso de métodos de reforço positivo, o que permitiu uma rápida evolução do Flopy”.
O cão vai integrar vários projetos da empresa, especialmente aqueles focados em intervenções assistidas com cães em contextos escolares e terapêuticos, avança o fundador.
“Estes projetos incluem trabalhar com crianças com mutismo seletivo, autismo, e outras necessidades especiais”, aponta. “Até ao momento, o Flopy está a terminar a sua formação específica para terapias e ainda não participou em sessões terapêuticas formais, mas está preparado para começar a sua nova vida como cão de terapia em breve”.
A seguir, carregue na galeria para saber mais sobre Flopy.








