A obrigatoriedade de os animais de companhia terem microchip não é apenas uma medida administrativa. Ele permite identificar o cão ou gato e, em caso de desaparecimento ou resgate, contactar o tutor. Foi o que aconteceu a Ginge, um gato que desapareceu da sua casa em Sunderland, no nordeste da Inglaterra.
O felino esteve desaparecido durante oito meses, mas foi encontrado a cerca de 140 km de sua residência, tendo sido encontrado numa colónia de gatos selvagens, onde supostamente terá vivido durante a sua aventura.
Apesar da intensa procura, os tutores não tiveram notícia de Ginge e acabaram por dá-lo como desaparecido. Mas tudo mudou quando Lucy Roche, líder voluntária da organização Cat Action Trust 1977, percebeu algo incomum na tal colónia. O grupo vivia em Garforth, uma localidade da região de Leeds, a cerca de 140 km de Sunderland.
Lucy desconfiou que Ginge pudesse ter um dono porque ele era extremamente dócil e gostava de receber carinho, ao contrário dos outros gatos do grupo. A partir daí, ela conseguiu capturá-lo com uma armadilha apropriada e levou-o a um veterinário.
Na clínica, percebeu-se que o patudo tinha microchip, o que permitiu identificar a sua família e localizar os tutores.
Foi então que veio a descoberta decisiva: Ginge tinha um microchip. A leitura do dispositivo permitiu identificar sua família e localizar os tutores do gato em Sunderland. A voluntária da associação não perdeu tempo e telefonou para avisar que o animal havia sido encontrado. A tutora, identificada como Beth, ficou emocionada e desfez-se em lágrimas ao receber a notícia.
O reencontro foi registado em vídeo e tornou-se viral nas redes sociais. “O poder do microchip 🙏🏽 O meu coração está a explodir de felicidade por todos eles especialmente Ginge ❤️”, reagiu uma seguidora. “O meu gato tem chip mas só vive dentro de casa, pois tenho muito medo dele sair fora e não voltar mais. Deveriam inventar um chip que nós donos tivéssemos acesso a eles caso eles sumissem. Quem sabe um dia 🙏”, escreveu outra.
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O caso também reforçou a importância da identificação dos animais. Lucy destacou que o reencontro só foi possível porque Ginge estava microchipado. Na Inglaterra, a identificação de gatos por microchip é obrigatória desde 2024.
Além disso, a história ajudou a dar visibilidade ao trabalho da Cat Action Trust 1977, uma organização administrada inteiramente por voluntários.
Ginge é apenas uma de muitos pets que fogem de casa e desaparecem. A PiT já lhe tinha contado a história de Blueberry, que esteve desaparecido durante 5 anos e que foi encontrado a 300 quilómetros de casa.
A família reuniu-se com o companheiro de quatro patas e o reencontro foi especial. “Ainda estamos em choque. É simplesmente brilhante”, sublinhou. “Ele sabia que éramos nós; assim que o trouxeram, ele começou a dar-nos cabeçadas. Estava um pouco fora de si quando o vimos pela primeira vez, mas parece estar normal agora”.
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