O primeiro-ministro indicou esta quarta-feira, 29 de abril, que o Governo está a avaliar a inclusão do resgate de animais de companhia nos planos de Proteção Civil, com “critérios claros, formação adequada” e em articulação “com as autoridades que têm conhecimento” nesta área.
O primeiro-ministro referiu que as pessoas “têm uma ligação afetiva com os animais” e que por vezes há “um problema”, porque algumas recusam-se a ser retirados de casa em situações de emergência e de perigo “por não aceitarem que essa componente não esteja contemplada”.
Por esta razão “estamos a avaliar a integração desta dimensão nos planos de Proteção Civil, com critérios claros, com formação adequada e também com articulação com as autoridades que têm conhecimento e ‘know-how’ neste tema”, revelou Luís Montenegro durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, em resposta ao PAN, de acordo com agência Lusa.
Na sua intervenção, a deputada única do PAN tinha questionado o primeiro-ministro se o Governo está disponível para acompanhar uma proposta de “resgate animal que inclua os centros de recolha, as associações, também as famílias” ou se continuaria “numa lógica de falta de empatia”.
“Quando olhamos para o PTRR (plano para reconstruir e recuperar os danos causados pelas tempestades do início de 2026) não vemos uma única medida de adaptação do país em matéria de socorro e proteção animal. Tem apenas na dimensão dos animais de pecuária, nada tem na dimensão dos animais de companhia”, lamentou.
Inês de Sousa Real indicou que o Parlamento Europeu aprovou “um importante pacote de alterações legislativas em matéria de proteção e saúde animal”, e assinalou que passam seis anos do incêndio em Santo Tirso, no qual morreram mais de 90 animais.
Carregue na galeria para recordar as imagens de destruição causada pela tempestade Kristin no santuário da SOS Animal.









