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Hematomas, fraturas e uma ferida que quase o matou. Polar foi resgatado e continua a recuperar

Os donos alegaram que o cão caiu do sofá, mas a associação não acredita.

Três meses após a adoção, Polar deu entrada no hospital veterinário às 21h30 do dia 1 de fevereiro. O cão estava hipotérmico, com a tensão arterial demasiado baixa e a respiração comprometida. Tinha uma ferida entre o anus e os testículos “do tamanho de um punho” e uma fratura no úmero. Tudo isto fora causado por uma queda do sofá, segundo os donos.

O caso é adiantado à PiT por Helena Gomes, integrante da associação Plataforma Proanimal, de Vila Real, que resgatou o cão quando era ainda bebé e que voltou a responsabilizar-se por ele depois do ocorrido. 

A responsável explica que o patudo de sete quilos chegou com os quatro irmãos ao CROA de Vila Real em setembro de 2025. Os cães, com dois meses na altura e altamente parasitados, estavam “num estado miserável”, o que fez com que a equipa tomasse a decisão de os receber. Uma das crias acabou por morrer, e as restantes encontraram famílias. Polar foi entregue a um casal conhecido de uma voluntária da associação.

 
 
 
 
 
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Em fevereiro, o cão foi levado pelo dono ao mesmo veterinário a que a organização recorre para tratar os seus animais, e por onde Polar tinha já passado. A diretora da clínica reconheceu o patudo e, apercebendo-se do estado grave em que o animal chegou, responsabilizou-se pelo caso. “Ligaram-me a dizer que ele tinha entrado com hematomas”, recorda Helena. “Hematomas extensos, pelo corpo todo e à volta do pescoço. E tinha insuficiência respiratória, uma pata partida, líquido nos pulmões, e estava exausto, cheio de dores e em choque”, avança, notando ainda que os rins do animal estavam comprometidos e descrevendo o “buraco entre o anus e os testículos do tamanho de um punho”. A veterinária assegurou a voluntária de que estas lesões significam que o cão “foi agredido fisicamente”. “Fui lá vê-lo e saí de lá a chorar”, diz.

Polar ficou internado no hospital durante quase dois meses. “Cada dia que passava o buraco aumentava. Não sabíamos se ele se ia salvar porque estava infetado e a necrosar. A gravidade da situação levou o grupo a reaver a titularidade do cão, que ainda mantém.

Ao longo dos tratamentos, os profissionais aperceberam-se de mais uma fratura, desta vez no acetábulo, o osso da bacia. Polar tinha “vários ossinhos espalhados” nesta zona do corpo, que precisou de três cirurgias para corrigir, incluindo uma para remover a cabeça do fémur.

Saído do hospital há 15 dias e longe de estar totalmente recuperado, o cão está agora numa clínica a cumprir sessões de fisioterapia, já que a operação alterou a forma como se move. “Põem um peso na patinha para assentar a pata no chão e ganhar músculo”, explica a cuidadora.

Helena explica que a narrativa da queda do sofá foi descartada pela equipa desde o primeiro momento. Porém, escolhe não adiantar mais detalhes sobre o que crê ter sido feito a Polar para evitar comprometer futuras ações legais. 

Polar mantém-se um cão “de uma doçura extrema”. “É uma alegria quando nos vê, lambe muito”. O patudo tem já uma adotante em vista, que ficou sensibilizada com a história e que a equipa crê “enquadrar-se no perfil dele”. Ainda assim, a adoção só será concretizada quando tiver alta.

Carregue na galeria para conhecer Polar.

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