Toda a ajuda conta em cenários de destruição como o que nas últimas semanas se faz sentir em Espanha devido aos incêndios. Com esta posição, e defendendo que “em momentos como este, as fronteiras deixam de existir”, o IRA dirigiu-se ao país vizinho para apoiar a população e os animais
O Núcleo de Intervenção e Resgate Animal tem deixado várias atualizações nas redes sociais desde o passado sábado, 25 de julho, quando comunicou que se dirigiria ao país. “Tal como aconteceu noutras grandes emergências, acreditamos que a solidariedade e a cooperação entre países são essenciais para responder a cenários desta dimensão”, afirmou então.
As primeiras imagens dos resgates foram partilhadas no dia seguinte, mostrando uma ovelha salva das chamas em Ávila, que os operacionais moviam para dentro de uma carrinha. O grupo caracterizou o cenário como “dantesco” e explicou estar a apoiar a Guarda Civil para “mitigar o sofrimento de todos os animais que ainda lutam pela sobrevivência”.
O propósito da missão levada a cabo pelas equipas é a “localização, avaliação e resgate de animais feridos, queimados ou isolados em áreas recentemente consumidas pelas chamas ou ameaçadas pela progressão do incêndio”.
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Os voluntários esclareceram que têm recorrido a técnicas de contenção e primeiros socorros veterinários para estabilizar os animais até que possam evacuar as zonas ameaçadas, transportando-os depois para hospitais veterinários e clínicas na área. Contudo, lamentaram a dificuldade que têm sentido para encontrar estes estabelecimentos abertos, já que “toda a população foi evacuada”.
Além da ovelha, o grupo relatou o resgate de um cavalo que, apesar de não precisar de cuidados imediatos, foi encontrado numa área atingida pelos incêndios, sem alimento e “com uma condição corporal extremamente debilitada”. O animal foi resgatado e transportado para uma exploração agrícola próxima até que as pessoas possam retornar às suas habitações.
Apesar dos dois resgates bem sucedidos, a equipa reforçou esta segunda-feira, 27 de julho, que “o cenário é de destruição absoluta”, notando ter-se deparado com “cães presos em quintais, gatos escondidos entre escombros, cavalos e animais de produção sem alimento nem água, muitos deles queimados, intoxicados pelo fumo ou em estado de extrema debilidade”. Muitos dos animais ficaram para trás depois de milhares de pessoas terem sido obrigadas a abandonar as suas casas.
“Não sabemos quantos conseguiremos salvar. Mas sabemos que cada vida retirada daquele inferno justifica todos os quilómetros percorridos, todas as horas sem descanso e todos os riscos assumidos”, sublinham os integrantes do IRA.
Carregue na galeria para ver algumas das imagens dos resgates dos incêndios de 2025 em Portugal.







