Animais

Indiana Bones: o gato explorador que é “funcionário” de um museu de ossos

O felino adora dormir em baixo do crânio de um elefante e explorar outras elementos do espaço. É obcecado por atum e mimos.
Está a conquistar corações.

Indiana Jones pode ser uma das personagens mais icónicas da história do cinema mas, atualmente, não tem tanta influência quanto Indiana Bones (ossos, em português). Pelo menos, não no Museu de Osteologia na Cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. Lá, o gato de pelagem preta é a grande estrela “histórica” e faz jus ao nome que leva.

“Ele é o nosso explorador destemido” começa por contar à PiT Brenna Glover, membro do Comité do Gato do museu. Em 2019, os funcionários do espaço criaram o comité com o objetivo de adotar um companheiro de quatro patas e depois de uma reunião, foram ao abrigo de Moore escolher a nova mascote.

Os primeiros dias de Indy — como é conhecido entre os mais íntimos — foram “uma grande aventura” e o nervosismo de ter um novo lar tão grande só durou dois dias. “A equipa garantiu que ele se sentisse em casa e, sem que prevíssemos, ele já estava a explorar o seu novo reino”, recorda. Hoje, o patudo até tem uma escultura favorita: “Ele adora aconchegar-se sob o crânio do elefante”.

A equipa estima que o gato tenha cerca de cinco anos e, apesar de ser descrito como independente e bem comportado (quase sempre), Indy tem os seus momentos mais traquinas. “Ele tem um talento especial para dar sustos sorrateiros e acho sempre que os consegue fazer com sucesso, ‘ri-se’ baixinho”, brinca.

Pode parecer intimidante, mas adora receber mimos

A rotina de Indy é quase sempre a mesma. A primeira coisa que faz pela manhã é cumprimentar todos os funcionários que chegam ao museu. Em seguida, come o pequeno almoço e dá início a sua atividade favorita: “Fazer a sesta em diferentes escritórios e janelas”. Além de dormir, o felino é obcecado por atum e apanhar sol.

“Para ser sincera, ele passa grande parte do seu dia a dormir ou a tentar convencer um colega de trabalho a fazer uma pausa para lhe fazer festas ou brincar às escondidas”, conta-nos Brenna. “Ele divide o seu tempo entre o museu e o escritório da Skulls Unlimited [responsável por fornecer espécimes osteológicos ao museu]. Nos fins de semana, fica no museu, a menos que um de nós, sortudos membros do Comité de Gatos, leve-o para casa”, acrescenta.

Por outro lado, o gato não deixa de ser um verdadeiro trabalhador. Durante os eventos promovidos pelo museu, Indy ajuda os colegas como pode. “Durante as aulas de yoga, ele adora esticar-se nos tapetes das pessoas. Já nas aulas de pinturas, houve um dia em que assumiu a mesa cheia de crânios, cristais e flores como sua”, recorda.

Já de segunda a sexta-feira, quando não está deitado no chão do museu ou na loja de presentes a aproveitar para apanhar sol, Indy gosta de cumprimentar os visitantes. “Eles divertem-se muito juntos. O Indy está quase sempre pronto para interagir com eles e adora ser o centro das atenções. Está disposto a fazer qualquer coisa para receber festas na barriga”, partilha Brenda. Contudo, também tem dias que prefere ficar sozinho.

“Se ele não estiver com vontade de ser sociável, procura algum sítio para ter um tempo sozinho. Nunca o forçamos a interagir com as pessoas, a escolha é sempre sua”, acrescenta. Indy é ainda protagonista da própria marca de merchandise que conta com T-shirts, sweats, canecas, stickers, capas para telemóvel, puzzles, cadernos, entre outros. Assim como o patudo, são cheias de estilo.

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