IRA lamenta morte de cadela resgatada em Campo de Ourique

A patuda foi levada de urgência para uma clínica veterinária, em estado crítico. Apesar dos esforços, acabou por morrer este sábado, 22 de novembro.

“Está um caco, nem conseguimos perceber como é que ainda está viva”, escreve o IRA sobre a patuda da sua mais recente missão de resgate. A cadela foi encontrada em Campo de Ourique, e chegou à equipa num estado grave que não foi possível reverter. Apesar dos esforços do Núcleo de Resgate Animal, das autoridades e dos veterinários, a patuda morreu este sábado, 22 de novembro.

A notícia começou por ser partilhada pelo grupo nas redes sociais na passada sexta-feira, 21 de novembro, com imagens da cadela e uma mensagem de indignação, dirigida a quem, segundo o IRA, tem atacado o grupo pelas suas ações de salvamento.

Na mensagem, a equipa refere questões atualmente debatidas como os “sem-abrigo”, os “idosos abandonados nos lares”, e os “hospitais e o SNS a colapsar”, defendendo que “a raiz de todos os problemas supracitados” não é “humanizar os animais” — algo de que os integrantes têm sido acusados. “Deixem de fora dos vossos delírios e acusações quem escolheu proteger estes seres como forma de estar”, escrevem.

“Podem tentar travar-nos. Podem tentar sabotar. Podem remover sirenes, Strobs, licenças ou autorizações. Mas o que não podem — jamais — é apagar o impacto que provocámos, a confiança que ganhámos e o país que fomos reconstruindo, caso a caso, vida a vida”, avança a equipa, cuja autorização para utilizar luzes de marcha de urgência foi recentemente revogada pelo IMT.

Na descrição das fotografias, que evidenciam a fragilidade da patuda, o núcleo esclarece ainda tê-la resgatado “com o apoio dos agentes da 24ª esquadra PSP – Campo de Ourique”, e de seguida encaminhado “de urgência para um CAMV” (Centro de Atendimento Médico Veterinário). 

A segunda publicação, de 22 de novembro, revela que a patuda estava em hipotermia, e que as análises ao sangue revelaram uma glicemia de 651 miligramas de açúcar por litro de sangue (os valores normais variam entre os 60 e os 120 miligramas, de acordo com a Vetsmart).

A patuda não tinha forças para comer sozinha e estava “repleta de pulgas”, tendo recebido soro e aquecimento, na esperança de que sobrevivesse. Na mesma partilha, o IRA escreve que foi encontrada “dentro do quintal da habitação dos seus detentores, deitada em cima da calçada gelada e molhada”. 

A mais recente atualização, da noite do mesmo dia, revela que “a Princesa não resistiu aos maus-tratos e abandono, tendo fechado os olhos pela última vez“. A equipa expressa sentir “raiva no coração” e “amargo na boca”, e avança que “não há nada que justifique o sofrimento desta menina, nem condenação que intimide outros casos semelhantes de acontecerem”.

Carregue na galeria para conhecer Princesa, a patuda resgatada pelo IRA que não sobreviveu.

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