As vitimas dos incêndios têm sido um dos focos do IRA desde o final de julho, mas as denúncias para situações de maus-tratos que durante o resto do ano ocupam a equipa não deixam de surgir. Na semana passada, a organização foi contactada com o relato da presença de um “canídeo esquelético” no Cadaval, Lisboa, e no sábado, 9 de julho, a atualização revelou que foi “a rápida intervenção” do grupo que o salvou.
A equipa de Intervenção e Resgate Animal deu a conhecer o caso através das redes sociais, começando por relatar a presença de “um canídeo esquelético, com um ferimento abdominal com hemorragia ativa, num espaço insalubre e sem abeberamento ou alimentação disponível”.
O grupo respondeu ao pedido de ajuda, deslocando-se ao local para confirmar a presença do animal, constando que o patudo estava “gravemente ferido” e “em caquexia extrema” — uma síndrome caracterizada por diversos fatores, como a perda de peso, atrofia muscular, fadiga e fraqueza. Os donos da casa foram contactados pelo IRA, que explica ter sido autorizado a entrar na habitação e a avaliar o estado do animal. Além disso, estiveram presentes membros do Posto Território da GNR do Cadaval.
Na publicação mais recente, o grupo revela que este não era o único cão no local, onde viviam “vários animais acorrentados ao sol, sem água nem alimentação, sem casota e em cima de fezes“. Um dos cães tinha “a coleira dentro da carne do pescoço”, mas, ainda assim, a equipa escreve que o caso mais grave era o do animal que foi partilhado inicialmente, revelando tratar-se de um Galgo.
O IRA e a GNR insistiram “no transporte urgente deste animal para o hospital veterinário mais próximo”, que foi contactado previamente, preparando uma equipa que esperava a sua chegada. Ao dar entrada na clínica, o patudo foi levado diretamente para a sala de cirurgia. “O estado dele era miserável, além do ferimento abdominal o animal encontrava-se esquelético e muito debilitado“, escreve a organização.
O cão foi batizado como “Lelo”. A cirurgia para o salvar custou 1000 euros e implicou duas semanas de internamento. Com esta fase cumprida, o patudo “encontra-se agora a recuperar no descanso do lar de uma FAT”. Quanto ao resto dos animais encontrados, não é claro se foram igualmente resgatados.
A equipa esclarece ter “canalizado alguns dos fundos angariados durante os incêndios” para cobrir os custos dos tratamentos de Lelo, que liquidaram todas as dívidas hospitalares da associação. Assim, agradece os contributos dos que têm apoiado os resgates com donativos monetários.
Carregue na galeria para conhecer o caso de Lelo, um dos mais recentes resgates do IRA.







