Um leopardo a fazer o pino, um urso-polar aparentemente envolvido numa conversa com uma gaivota e uma águia-de-cabeça-branca a desfilar como se estivesse numa passerelle. São algumas das imagens que prometem arrancar gargalhadas na edição deste ano dos Nikon Comedy Wildlife Awards, um dos concursos de fotografia de vida selvagem mais originais do mundo.
A organização anunciou esta sexta-feira, 2 de outubro, os finalistas de 2026, numa edição que bateu todos os recordes: foram recebidas mais de 10 mil candidaturas, provenientes de 112 países. A seleção inclui 40 fotografias individuais, três trabalhos de jovens fotógrafos com menos de 16 anos, quatro portefólios e nove vídeos.
Entre as imagens selecionadas está também um caimão com uma peruca, numa composição que demonstra como a natureza, quando captada no instante certo, pode proporcionar algumas das situações mais inesperadas e cómicas.
Mais do que fazer rir, o concurso procura mostrar o lado espontâneo dos animais selvagens e aproximar o público da natureza através de imagens que despertam emoções.
O humor como ferramenta para proteger os animais
Criados em 2015 pelos fotógrafos profissionais Paul Joynson-Hicks e Tom Sullam, os Comedy Wildlife Awards nasceram de uma ideia simples: usar o humor e a fotografia para sensibilizar o público para a conservação da vida selvagem.
O que começou como uma iniciativa de dimensão reduzida transformou-se num concurso internacional, com milhares de participantes e uma audiência cada vez mais alargada.
“Utilizamos o humor para despertar a empatia das pessoas em relação à vida selvagem, e é essa empatia que promove mudanças positivas de comportamento”, explica Tom Sullam, cofundador do concurso.
A mensagem ganha particular importância numa altura em que a proteção dos animais selvagens e dos seus habitats continua a ser um dos grandes desafios ambientais.
Na edição de 2026, os prémios voltam a apoiar uma organização de conservação. A escolhida é a Born Free Foundation, uma instituição internacional que resgata e protege animais selvagens vítimas de exploração e trabalha na preservação de espécies ameaçadas e dos seus habitats naturais.
Um safari no Quénia entre os prémios
Além do reconhecimento internacional, os fotógrafos finalistas têm a oportunidade de conquistar prémios que prometem tornar esta edição ainda mais especial.
O grande vencedor receberá uma experiência de safari com a Alex Walker’s Serian, na reserva de Masai Mara, no Quénia. Entre os restantes prémios estão câmaras Nikon Z6III, Z50II e a nova Nikon ZR, além de equipamento fotográfico e mochilas especializadas.
A seleção deste ano abrange diferentes categorias, desde mamíferos e aves até répteis, anfíbios, insetos e espécies aquáticas. Há ainda espaço para os jovens talentos, com categorias destinadas a fotógrafos até aos 25 anos e aos 16 anos, respetivamente.
O júri integra nomes de diferentes áreas, incluindo a apresentadora Kate Humble, o ator e humorista Hugh Dennis, os fotógrafos de vida selvagem Will Burrard-Lucas e Daisy Gilardini e o cofundador da Born Free Foundation, Will Travers. A edição de 2026 conta também com novos jurados, entre os quais a autora Roma Wells, os fotógrafos Will Fortescue e Jamie Smart e o humorista Stuart Goldsmith.
O público também pode escolher o seu favorito da vida selvagem
Os vencedores serão anunciados a 8 de dezembro, durante uma cerimónia em Londres. No dia seguinte, as fotografias finalistas estarão em exposição na Gallery@Oxo, numa mostra gratuita que decorre até 13 de dezembro.
Mas há uma distinção que não depende apenas do júri. O Prémio do Público, patrocinado pela STERNA, abre a votação a 2 de outubro e prolonga-se até 1 de março de 2027.
Qualquer pessoa poderá escolher a sua fotografia favorita entre as imagens selecionadas. Um dos participantes na votação será ainda sorteado para receber um prémio de 500 libras, cerca de 590€ ao câmbio atual.
Agora, delicie-se. Carregue na galeria e veja as fotos a concurso. Vai valer a pena, acredite.








