Animais

Kiko vivia num bairro onde era odiado em Barcelos. Precisa de ajuda para recuperar

Está a aprender a confiar nos humanos e passou por vários tratamentos. A associação precisa de apoio para pagar as despesas.
Kiko está mais confiante.

Desde filhote, Kiko só conhece um lar — as ruas de Barcelos. Pouco se sabe sobre o seu passado, mas entre as dezenas de pessoas que cruzaram o seu caminho, apenas uma não ficou indiferente. Nos últimos cinco anos, o cão foi alimentado por uma senhora em Barcelos, distrito de Braga, mas a compaixão que sentia pelo patudo não era suficiente para o salvar dos perigos diários.

“Naquela zona ninguém gostava dele”, começa por contar à PiT Cristiana Melro, da SOS Bigodes, uma associação de resgate na região. “Volta e meia ele parecia manco e chegou até a ser visto com um laço em volta do pescoço”, acrescenta. Com medo, Kiko não deixou ninguém se aproximar — nem mesmo a sua cuidadora.

“Ele fugia muito, ninguém conseguia por a mão”, partilha a voluntária. Mas houve um dia em dezembro passado, na véspera de Natal, que o resgate não podia esperar. Além de estar com dificuldades de andar, o cão tinha várias feridas abertas pelo corpo.

“Pensámos que podia ter sido algum líquido ou ácido”, recorda. “Queríamos pedir ajuda ao canil porque já não tínhamos espaço [para o receber], mas pensámos que talvez não fosse o sítio ideal para um cão agressivo”. Por causa dos traumas, Kiko tem medo de qualquer um que se aproxime e defende-se como pode.

Mesmo com as dificuldades que enfrenta atualmente, a SOS Bigodes resolveu acolhê-lo. Na clínica, Kiko foi tosquiado e os veterinários descobriram que, afinal, as feridas não se tratavam de queimaduras com ácido mas sim, de um provável ataque de um cão de porte grande. “Ele estava mesmo todo aberto”, lamenta.

Está à procura de madrinhas

O plano inicial, caso Kiko continuasse a apresentar agressividade, era devolvê-lo ao local onde cresceu depois de receber todos os cuidados. No entanto, o cão tem mudado o comportamento. Embora ainda não goste de movimentos bruscos e ainda esteja a aprender a confiar naqueles ao seu redor, mostrou que ainda há esperanças.

“É um cão que já esta a ficar meiguinho, precisa de paciência”, partilha Cristiana. O próximo passo é trabalhar a socialização do pequenote e ensiná-lo a confiar nos humanos. Kiko já recebeu alta médica e não precisa de qualquer medicamento ou cuidado extra. Em breve, será encaminhado para um hotel de cães e a SOS Bigodes precisa de ajuda para pagar as despesas.

“Temos atualmente seis cães num hotel e mais três noutro. A mensalidade de cada um é 125€”, explica. Um deles é Neiva, que ainda está à espera de encontrar uma família de acolhimento temporário ou uma definitiva. A estas despesas, acresce as altas dívidas nas clínicas veterinárias que a associação ainda tem por cobrir.

Kiko está numa delas e tem despesas que rondam os 580€. Atualmente, tudo o que patudo quer fazer é comer e dormir. Pela primeira vez nos seus quase seis anos, sente-se seguro. “Ele está no céu, já não dá para voltar a rua”, frisa.

Kiko está à procura de madrinhas que possam ajudá-lo a cobrir os gastos médicos e a mensalidade do hotel. Para ajudar, pode entrar em contacto com a SOS Bigodes ou enviar donativos através do Mbway (932463729) ou IBAN (PT50 0033 0000 4566 9853 3110 5).

Em seguida, carregue na galeria para conhecer Kiko e recordar a história de Neiva.

ver galeria

ÚLTIMOS ARTIGOS DA PiT