Animais

Kodi é o grande vencedor em Cannes. Eis o melhor cão-ator do ano

Resgatado da rua, é a estrela de um filme sobre uma advogada que faz de tudo para defender um cão-guia acusado em tribunal.
Ao lado de Laetitia Dosch.

O reinado de Messi chegou ao fim. O Border Collie que deu que falar no ano passado após vencedor o “Palm Dog”, o prémio mais importante para animais atores, passa agora o título para Kodi, um mix de Griffon que está a roubar corações. O cão foi eleito este fim de semana como o melhor cão-ator no Festival de Cannes.

Kodi é a estrela canina de “Le Procés du Chien”, um filme suíço-francês da realizadora Laetitia Dosch, que é também a protagonista e co-escritora. A longa-metragem segue a história de Avril (Dosh), uma advogada de defesa, que é contratada pelo dono de Cosmos (Kodi), para defender o cão-guia agressivo em tribunal e impedir que ele seja abatido. Durante o caso, o patudo acaba por ajudar Avril a aceitar a sua própria complexidade humana.

Na vida real, Kodi acaba de celebrar dez anos e foi resgatado como um cão de rua em Narbona, sul de França. “Apaixonei-me por Kodi. Para mim, a Palm Dog é genial, permite considerar cães como atores. O Kodi, de facto, está nos créditos do filme como ator e também está no cartaz”, partilhou Laetitia Dosch, que esteve ao lado do companheiro de cena durante a entrega do prémio.

Anna Smith, crítica e membro do júri, também não deixou de partilhar a importância da atuação do rafeiro. “Este filme é muito significativo porque não apenas explora o vínculo entre humanos e cães, mas também faz uma visão satírica, cómica, mas bastante profunda, da forma como os domesticamos,  como nos relacionamos com eles e como o nosso sistema de justiça se relaciona com os cães”.

Kodi ultrapassou o Galgo Xin na competição. No entanto, a estrela do drama chinês “Black Dog” também não voltou para casa de “patas” vazias — venceu o Grande Prémio do Júri e ainda marcou presença no Festival de Cannes. A dupla foi presenteada com as famosas coleiras Palm Dog e para celebrar, Kodi abraçou as pernas de Laetitia, deu-lhe lambidelas e mostrou alguns truques.

 

View this post on Instagram

 

A post shared by The Jokers Films (@thejokersfilms)

O patudo pertence a Juliette Roux-Merveille, uma treinadora de cães francesa. A parte mais difícil, segundo a tutora, foi ensinar o meigo e simpático cão a ser um animal agressivo. Mas Kodi esteve sempre bem disposto e aprendeu tudo com facilidade.

“A Laetitia Dosch disse-nos ‘O Kodi não terá de fazer muita coisa’, mas ao receber o guião, contei entre 80 e 100 ações”, partilhou Juliette. “Ele não sabia uivar, gravámos um miado de um gatinho faminto e isso o ajudou a aprender.  Também nunca mostrava os dentes, tivemos de treinar um latido”, avançou.  Aos 10 anos, Kodi já está prestes a reformar-se da vida de cão-ator, mas mostrou que nunca é tarde demais para ser reconhecido.

O Palm Dog foi criado em 2001 por Toby Rose, que até hoje é o responsável por apresentá-lo em homenagem ao seu falecido Fox Terrier, Mutt. Em 2023, Messi, de “Anatomia de uma Queda”, foi o grande vencedor da distinção. No ano anterior, foi a vez de Brit, uma Poodle que participou de “War Pony”, o filme de drama que marcou a estreia da atriz Riley Keough e da produtora Gina Gammell como realizadoras.

Já em 2019, o Pitbull Brandy, de “Era Uma Vez Em… Hollywood”, realizado por Quentin Tarantino e protagonizado por Brad Pitt e Leonardo DiCaprio, foi o patudo premiado. Apesar de muitas vezes os cães não poderem estar presentes, são representados em grande estilo. A coleira de Brandy, por exemplo, foi recebida por Quentin Tarantino. Já o trio vencedor de 2021, teve a honra de ser representado por Tilda Swinton.

A seguir, carregue na galeria para saber mais sobre o talentoso Kodi e a sua aparição no Festival de Cannes.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA PiT