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Lince-Ibérico: nasceram mais oito crias desta espécie em Silves este ano

O Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico avançou o nascimento de mais oito bebés que reforçam a conservação da espécie.

Os esforços de conservação do Lince-Ibérico continuam. E com notícias positivas. O Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, no Algarve, registou oito nascimentos de animais desta espécie este ano.

Os nascimentos aconteceram durante a época reprodutora e em quatro ninhadas, graças a seis casais, adiantou a SIC Notícias este sábado, 25 de abril. 

O trabalho dos cientistas e dos voluntários que integram a CNRLI passa por criar os animais, e garantir que estão saudáveis e aptos para serem libertados no seu habitat natural. Em 2025, nasceram dez crias. Oito destas foram reintroduzidas na natureza em Andaluzia, Múrcia, Aragão e Castela e Leão. Dois dos machos permanecem em cativeiro para assegurar a reprodução.

O programa inclui duas valências: a criação da rede ibérica de reprodução para libertação, que procura manter entre 30 a 40 linces, e a renovação da população reprodutora em cativeiro, para a qual são destinados cerca de dez animais.

O plano inclui ainda a recolha de gâmetas (as células sexuais formadas no momento da fecundação) e o desenvolvimento de técnicas de reprodução assistidas.

Uma espécie em perigo

O Lince-Ibérico está classificado como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza, registando uma população de 2401 animais na Península Ibérica. Destes, 354 vivem em Portugal. Para alcançar um estado de conservação favorável, a organização exige 3500 linces e 700 fémeas reprodutoras até 2035.

O empenho dos conservacionistas para reestabelecer estes animais significou uma contagem de 2401 Linces no território lusitano em 2024, o que representa um aumento de 19 por cento em relação ao ano anterior.

As ações de conservação tiveram início há duas décadas, e o seu sucesso começa agora a ser comprovado. Em setembro de 2025, Castela-La Mancha, em Espanha, era a região com mais linces, contando 942. Seguia-se Andaluzia, com 836, Extremadura, com 254, e Múrcia, com 15. 

Apesar das boas notícias, o ser humano continua a ser uma ameaça para estes animais. 2024 registou 214 mortes de linces, 75,4 por cento causadas por atropelamento, o que “evidencia a urgência de reforçar a conectividade ecológica e as medidas de segurança rodoviária, inclusive em Portugal, onde morreram 10 linces por este motivo”.

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