Animais

Lucy, a amiga de que todos precisamos na hora de ir a tribunal

A Labrador de cinco anos marca presença nas audiências para reduzir a ansiedade de quem passa pelo stress de um caso judicial.
Está lá para o que der e vier.

Ir a tribunal é, para qualquer parte envolvida em cada processo, uma experiência tudo menos confortável. Mesmo para quem procura ver reconhecidos os seus direitos e justiça feita, todo o processo pode tornar-se significativamente angustiante e, até, incomportável. A introdução da ajuda canina começou, então, a partir dessa necessidade: tranquilizar, tanto quanto possível, as pessoas chamadas a tribunal que não conseguem lidar com a ansiedade do processo sem ajuda.

A prática não é nova em sítios como os Estados Unidos da América, onde os cães — à volta de 300 espalhados pelo país atualmente — já são chamados à colação há coisa de uma década. Também na Oceania, a Nova Zelândia já tinha tido o seu cão de serviço em sede judicial: Louie chegou a ser uma estrela nacional, condecorado pelo Ministro da Justiça aquando da sua morte. Mas Lucy foi pioneira na Austrália: a cadela Labrador, cor de chocolate, de cinco anos, tem prestado serviço aos tribunais de Melbourne — em particular, no tribunal de família — num regime piloto.

 

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Uma vez por semana, Lucy é chamada a tribunal para apoiar famílias envolvidas em casos judiciais delicados e potencialmente stressantes para a parte lesada. “O tribunal tem plena consciência de que os processos judiciais podem ser stressantes, especialmente para famílias. A iniciativa canina do tribunal tem por objetivo providenciar apoio e conforto àqueles que precisam nas várias fases do processo judicial”, explica a juíza Amanda Mansini em declarações citadas pelo jornal britânico “The Guardian“. “Estas experiências mostram-nos que um cão de tribunal é especialmente benéfico para pessoas vulneráveis, como crianças, vítimas de violência doméstica, e também de diferentes origens linguísticas e culturais. Parece realmente uma tendência em desenvolvimento no sistema judicial”, acrescenta ainda a magistrada.

Não fazer nada é tudo

Lucy foi, então, treinada para apoiar as vítimas em elevado estado de ansiedade. Seja qual for a fase do processo que exija presença em tribunal, dos interrogatórios às audiências, a assistente social de quatro patas faz valer a sua presença calma, pacífica, que transmite segurança a quem a tem por perto.

Até ver a experiência tem-se revelado francamente positiva. A presença de Lucy surte efeitos positivos visíveis nas partes que necessitam de apoio psicológico. E, a correr bem até fevereiro do próximo ano, o programa piloto poderá vir a ser implementado a título permanente nos tribunais de Melbourne. A julgar pelo comportamento exemplar de Lucy — que até vénia faz ao juiz na abertura da audiência — é apenas uma questão de tempo.

Carregue na galeria e veja Lucy em serviço no tribunal.

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