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Mais de 800 mil gatos vivem na rua em Portugal: o microchip pode mudar esta realidade

O microchip é uma das formas mais eficazes de proteger os animais. Ajuda a prevenir o abandono e facilita o reencontro.

Em Portugal, há centenas de milhares de histórias felinas que começam — ou continuam — nas ruas. Estima-se que existam mais de 930 mil animais de rua, sendo cerca de 830 mil gatos. Números que impressionam e que refletem uma realidade ainda difícil: o abandono e a vida no meio urbano continuam a ser um grande desafio, não só para o bem-estar dos animais, mas também para a saúde pública.

Apesar de uma maior consciencialização por parte da sociedade, muitos animais continuam a perder-se ou a viver sem um lar, sem conseguirem regressar a quem cuida deles. Nesse sentido, é importante criar uma relação mais responsável e consciente com os animais, apoiar cuidadores e as comunidades na adoção de boas práticas de saúde e bem-estar.

Entre essas práticas, há uma que pode fazer toda a diferença: a identificação eletrónica. O microchip, pequeno mas poderoso, é uma das formas mais eficazes de proteger os animais, ajudando a prevenir o abandono e facilitando o reencontro em caso de perda. Implantado sob a pele, contém um código único ligado aos dados do cuidador numa base oficial, permitindo uma identificação rápida e segura.

Em Portugal, o microchip é obrigatório para cães, gatos e furões e deve estar registado no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). Ainda assim, muitos animais continuam sem identificação ou com dados desatualizados — um detalhe que pode ser decisivo quando um animal se perde.

E porquê apostar no microchip? Porque os benefícios são claros:

• Dá a cada gato uma identidade única e permanente, ligada ao seu cuidador;

• Aumenta significativamente as hipóteses de um final feliz em caso de desaparecimento;

• Ajuda a combater o abandono, promovendo a responsabilização legal;

• Facilita o controlo sanitário e a prevenção de doenças;

• Contribui para uma melhor gestão da população felina e para a saúde pública;

• Evita sanções nas regiões onde já é obrigatório

Além disso, é uma solução prática e duradoura: funciona durante toda a vida do animal, não requer manutenção e só pode ser lido com equipamento próprio, garantindo segurança. E há mais — os microchips mais recentes permitem até medir a temperatura corporal do animal, tornando as consultas veterinárias mais rápidas e menos stressantes.

A importância desta ferramenta é tal que, a nível europeu, está em discussão uma revisão do Regulamento da União Europeia sobre bem-estar animal. Se for aprovada, a identificação eletrónica e o registo dos animais passarão a ser obrigatórios em todos os Estados-Membros — um passo importante para reforçar a proteção dos animais e a responsabilidade dos cuidadores.

“Não é preciso esperar por uma lei para cuidar dos nossos animais: há gestos de responsabilidade e de amor que fazem a diferença na vida dos gatos e na sociedade”, afirma Susana Beira, Regional Medical Partner da AniCura Portugal, em comunicado enviado à Pets in Town.

“A proteção dos nossos animais depende de decisões conscientes e concretas. Investir na prevenção hoje é contribuir para uma sociedade mais equilibrada, onde o respeito pelos animais se traduz em bem-estar coletivo, segurança e qualidade de vida para todos”, acrescenta Susana Beira. 

Na fotogaleria conheça o caso de Artemis que reapareceu após cinco anos perdida com a ajuda do microchip.

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