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Morte de cavalo no Grand National Festival gera onda de indignação no Reino Unido

Desde 2000, morreram 69 cavalos no Grand National, um número que continua a alimentar o debate sobre e a ética desta competição.

A edição deste ano do Grand National Festival ficou marcada por um trágico episódio, que está a gerar uma forte onda de indignação e críticas no Reino Unido.

Durante a competição, que aconteceu entre os dias 9 e 11 de abril, o cavalo Gold Dancer teve de ser abatido pouco depois de cruzar a meta em primeiro lugar na segunda corrida do segundo dia do concurso. O animal de seis anos, treinado por Willie Mullins e montado por Paul Townend, cumpria uma prova impressionante quando caiu no último obstáculo.

Ainda assim, conseguiu levantar-se e seguir até à meta, visivelmente em sofrimento. Cerca de 50 metros após cruzar a linha de chegada, o jockey olhou para trás, desmontou de imediato e os veterinários entraram em ação. Foi então diagnosticada uma fratura na coluna — uma lesão irreversível que significou a eutanásia do animal.

O sofrimento a que o cavalo foi sujeito está, agora, a ser duramente criticado e a decisão de não punir o jockey Paul Townend está a gerar uma onda de indignação.

Em comunicado oficial, a organização do evento garante que Gold Dancer foi “imediatamente assistido pela equipa veterinária”, mas “infelizmente não foi possível salvá-lo”. “As nossas mais sinceras condolências vão para todos os envolvidos”.

Já a organização de defesa animal Animal Aid reagiu de imediato, criticando duramente o sucedido: “O facto de o ‘vencedor’ desta corrida ter morrido minutos depois prova que este chamado ‘desporto’ não tem vencedores. Lesões e mortes como esta são comuns nas corridas, acontecendo em média, dia sim, dia não, em todo o país. Não é um acidente – é uma consequência previsível de levar os cavalos além dos seus limites físicos e de usar o chicote para os forçar a correr mais rápido do que querem. Lesão e morte andam de mãos dadas com as corridas, e é por isso que a Animal Aid apela ao público para virar costas a este ‘desporto’ e boicotar as corridas de cavalos.”

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) também já reagiu ao sucedido afirmando que esta é a “42ª fatalidade associada às corridas de cavalos no Reino Unido só este ano – e ainda estamos em abril”.

Gold Dancer não foi a única vítima do evento, que este ano decorreu entre 9 e 11 de abril. Get On George sofreu uma fratura numa articulação da perna traseira esquerda durante uma corrida e foi também abatido no local.

Desde o ano 2000, já morreram 69 cavalos associados ao Grand National — um número que continua a alimentar o debate sobre os limites e a ética deste tipo de competições.

Polémica no Grand National Festival

O jovem jockey Toby McCain-Mitchell, de 24 anos, foi suspenso por 10 dias após não ter interrompido a corrida quando o seu cavalo, Top Of The Bill, já demonstrava claros sinais de exaustão. O animal acabou por cair no último obstáculo e necessitou de assistência veterinária.

Durante a corrida, Top Of The Bill cometeu um erro no obstáculo 25 e começou a perder posição — um sinal claro de que algo não estava bem. Ainda assim, a corrida continuou até à queda final.

Num relatório oficial, os comissários de Aintree explicaram: “O jockey e o veterinário foram ouvidos e as gravações do incidente foram analisadas. Após consideração das provas, McCain-Mitchell foi suspenso por 10 dias por não ter parado o cavalo quando este já estava claramente para trás (em dificuldades).”

Outros dois cavalos, Quai De Bourbon e Mr Vango, também tiveram de ser levados de ambulância veterinária para avaliação após incidentes na corrida.

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