Animais

Narizinho fugiu em Matosinhos e protetora está angustiada. “Ajudem-me a encontrá-la”

A gata vivia na rua, em Ponte da Barca. Emagreceu e foi para Matosinhos para ser vigiada. Conseguiu fugir e não conhece a zona.
É uma gata sénior.

Narizinho tinha tudo para uma vida feliz. Era certamente isso que esta gatinha pensava quando ainda vivia numa casa com os seus tutores, em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo. No entanto, não foi isso que aconteceu. A família decidiu voltar para a sua cidade natal e deixou-a para trás. Passou a viver na rua – embora sob o olhar atento da protetora Daniela Alex, que a esterilizou e foi cuidando dela. Recentemente, começou a emagrecer e a sua cuidadora levou-a para casa, em Matosinhos. Agora desapareceu e é uma aflição, especialmente por não conhecer a zona.

Daniela Alex vive em Matosinhos – distrito do Porto –, mas vai frequentemente a Ponte da Barca para tratar dos animais errantes e de situações urgentes que ali surgem. Por ter sempre “lotação esgotada” em casa e não ter conseguido adotantes, nunca pôde retirar Narizinho da rua, mas foi sempre acompanhando a gatinha e com a esperança de um dia poder dar-lhe uma velhice mais segura, sem a retirar da sua zona de conforto. Mas o destino pregou-lhe mais esta partida.

Desde o desaparecimento de Narizinho, no dia 15 de junho, na zona de Guifões – junto ao Palácio do Pão –, Daniela tem-se desdobrado em vigílias à espera de a encontrar, mas sem sucesso. Espalhada a palavra, foi-lhe dito esta semana que uma gata que parecia ela andava na zona da mata que fica nas traseiras do cemitério de Sendim, em Matosinhos. A protetora acorreu à zona e deixou montada uma armadilha com comida, na tentativa de a capturar. Mas alguém roubou a armadilha. “Estive lá até às 4h30 da manhã e decidi ir descansar um bocado porque mal me aguentava de pé. Quando voltei já não havia armadilha”, conta, desolada, à PiT.

Armadilha era importante para apanhar Narizinho

“A armadilha foi-me emprestada. Acabei de deixar 600€ num veterinário agora de manhã e a última coisa que queria era ter de gastar dinheiro para repor uma armadilha roubada. Além disso, apanhá-la com uma armadilha era a minha última esperança e agora nem isso”, lamenta Daniela Alex. A protetora não sabe a idade de Narizinho, mas “tem seguramente mais de 10 anos”. “Há mais de uma década, antes das campanhas Capturar-Esterilizar-Devolver (CED) das autarquias, eu decidi esterilizá-la à minha conta – a ela e a mais uns quantos daquela aldeia, de forma a protegê-los e evitar procriação. Ela sempre foi feliz ali, eu chegava e era a primeira a receber-me”, recorda.

“Nunca me passou pela cabeça tirá-la da terra que ela sempre conheceu como casa. Até que há pouco tempo começou a emagrecer e a agir de forma muito estranha. Levei-a ao veterinário, fez exames e parecia estar tudo relativamente bem, mas decidi levá-la para casa só por precaução. E ela sentia-se feliz no meu quarto, só saía de lá quando era necessário”, conta a cuidadora.

Foi então que, no dia 15, tudo mudou. “Trabalhei todo o dia fora de casa. Quando cheguei, o meu pai informou-me que os meus sobrinhos (de 6 e 2 anos) tinham deixado a porta de casa aberta sem ninguém reparar e a gatinha saiu para o terraço. Encontrou pelo caminho o Edu – o cão que acolhi e que estava para adoção – e assustou-se, fugindo assim para a rua”.

“Imploro que me ajudem a encontrá-la”

Agora, a aflição aumenta à medida que os dias passam. “Não sei se estará escondida em alguma casa, nos inúmeros campos que por aqui existem, se morreu ou se foi no motor de algum carro para longe… Já afixei centenas de cartazes, bati a muitas portas, perdi madrugadas inteiras à procura dela e nem sinal… o único ‘avistamento”’ dela teria há uns dias, onde deixei a armadilha. Mas poderia nem ser ela”.

Daniela só quer encontrar Narizinho sã e salva. E, por isso, apela a todos os que possam ajudar. “Mesmo que sejam de fora de Matosinhos, imploro que imprimam alguns cartazes e coloquem em zonas de movimento, clínicas veterinárias, farmácias, cafés… Se foi num motor, provavelmente estará fora da zona de Matosinhos. Imploro que me ajudem a encontrá-la e, se a virem, que liguem (916 462 999) logo para mim”, pede a cuidadora.

Ela tem sensibilidade aguda à luz, ficando quase cega durante o dia. Tem uma das orelhas ‘ratada’ e uma das pupilas está sempre dilatada. É meiga, mas, desde que desenvolveu dificuldade na visão, tornou-se muito medrosa”, explica Alex, que também já publicou um anúncio do seu desaparecimento na plataforma Encontra-me.org. Andará Narizinho pela sua zona? Se puder, fique atento e ajude a um final feliz. Percorra a galeria para a reconhecer melhor.

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