Animais

O curioso cavalo que só precisa de uma cenoura e um pincel para fazer arte

Blue tem 21 anos e era um cavalo de corrida. Foi adotado há cerca de três anos e "descobriu" a paixão pela pintura.
É um artista.

Quem passa pela loja de Erika Tully, encanta-se com os quadros expostos no local. Mas não sabe que aqueles não foram feitos por um humano — mas sim por um cavalo de 21 anos. Blue estava habituado a ser um cavalo de corrida e foi adotado há cerca de três anos pela empresária. Desde então, descobriu uma nova paixão. 

O equídeo sempre adorou agarrar coisas com a boca, e, certo dia, a responsável, de 57 anos, decidiu fazer um pequeno teste: oferecer-lhe um pincel preso a uma cenoura. A vida de Erika sempre teve duas constantes — a arte e os cavalos — e embora nunca tenha pensado em juntá-las, a curiosidade de Blue fez-lhe mudar de ideia. 

“Era quase como se ele soubesse que precisava dar umas pinceladas”, disse Erika à revista “People”. Por vezes durante a pausa, enquanto troca as cores para o companheiro, Blue até aproveita para comer a cenoura.

A empresária é fundadora da Neapolitan Carolina Beach, uma garrafeira na Carolina do Norte, Estados Unidos, e desde que o cavalo começou a pintar, Erika tem exposto algumas das suas obras pela loja. Outras, são colocadas à venda no seu site. 

O cavalo “tem vendido muitas telas”

Desde que se “lançou” no mercado da arte, Blue foi um sucesso imediato. E o cavalo começou a ser mais exigente — deixou de se importar com as cenouras e focar-se apenas nas pinturas. “É como se ele nem pensasse na cenoura, só na pintura”, partilhou. “Às vezes, pintamos cinco dias seguidos”, confessou. 

Até a data, o gigante já vendeu mais de 12 quadros e todos eles vêm com uma surpresa: uma foto de Blue a pintar a obra de arte. “Estamos a ficar sem pinturas. Ele vende muito”, brincou.

Além das várias cores alegres e das pinceladas para todos os lados, os quadros do cavalo têm outra particularidade. “Em cada uma de suas pinturas, sempre há pedaços da sua crina, que cai quando o penteamos, ou sujidade porque ele às vezes deixa o pincel cair”, explicou. Portanto, os clientes levam uma espécie de colagem feita por Blue. 

Atualmente, a tutora garantiu que o companheiro gosta mais de pintar do que para sair para passeios ao ar livre com Erika. “Ele começa a relinchar quando me vê porque acha sempre que vai pintar”, disse. “Isto coloca um sorriso no rosto de toda a gente no celeiro”. 

Na sua loja, Erika não vende só bebidas — a empresária aproveita para partilhar a paixão pela arte e faz vários workshops de pinturas para miúdos, adultos e idosos. Algumas vezes por ano, também faz a “festa de puzzle”, onde os convidados têm de montar um puzzle com centenas de peças. Em casa, também partilha o amor pelos animais com os cães Bridget e Bevan.

A seguir, carregue na galeria para conhecer a vida do artista de quatro patas. 

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