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O regresso do herói: cão da GNR ferido em 2013 foi condecorado

Vulcão recebeu a Medalha de Honra e Mérito Canino das mãos do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Quase 13 anos depois de ter sido baleado numa das mais violentas operações da GNR, o cão Vulcão recebeu, a 22 de maio de 2026, das mãos do ministro da Administração Interna, Luís Neves, a Medalha de Honra e Mérito Canino.

A entrega desta distinção ocorreu na cerimónia que assinalou o Dia da Unidade de Intervenção da GNR e ficou marcada pela emoção e pelo reconhecimento do percurso de um dos mais emblemáticos operacionais do Grupo de Intervenção Cinotécnico.

“O momento ficou ainda marcado pela entrega da Medalha de Honra e Mérito Canino ao Vulcão, canídeo em situação de reforma do Grupo de Intervenção Cinotécnico, acompanhado pelo Guarda-Principal Vladimiro Neto Araújo. Com 15 anos, o Pastor Belga Malinois destacou-se em diversas operações tático-policiais, tendo sido gravemente ferido numa missão em 2013, numa ação determinante para o sucesso da operação”, pode ler-se na página de Instagram do Ministério da Administração Interna. 

Com 15 anos e já em situação de reforma, o Pastor Belga Malinois surgiu acompanhado pelo Guarda-Principal Vladimiro Neto Araújo, perante dezenas de militares e convidados que aplaudiram o histórico canídeo da Unidade de Intervenção da GNR.

 
 
 
 
 
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A distinção trouxe de novo à memória os acontecimentos dramáticos de novembro de 2013, no Pinhal Novo, concelho de Palmela. Na altura, Mikail Kodja, cidadão moldavo de 59 anos, barricou-se num restaurante depois de uma situação de sequestro que mobilizou meios especiais da GNR. Durante a operação, o sequestrador matou o guarda Bruno Chainho, lançou uma granada e feriu vários militares.

Foi nesse cenário de elevada tensão que Vulcão entrou em ação. O cão operacional acabou atingido a tiro numa pata durante a intervenção, sofrendo ferimentos graves e marcas psicológicas profundas. Ainda assim, a atuação da equipa cinotécnica revelou-se determinante para o desfecho da operação, permitindo às forças especiais avançarem sobre o espaço e neutralizarem o suspeito.

Após um longo processo de recuperação, acompanhado pelos operacionais do grupo cinotécnico, Vulcão regressou ao ativo em 2015, retomando missões de intervenção tática e tornando-se um símbolo de resiliência dentro da GNR.

Treze anos depois da operação que marcou a sua carreira, a condecoração agora atribuída surge como reconhecimento oficial pelo serviço prestado e pela coragem demonstrada em contexto operacional.

A homenagem ao cão operacional foi um dos momentos mais marcantes da cerimónia de 22 de maio, evocando não apenas o percurso de Vulcão, mas também a memória dos militares envolvidos numa das ocorrências mais traumáticas da história recente da GNR.

Carregue na galeria para conhecer Ninja, um cão da GNR que a PiT foi conhecer por ocasião da sua reforma.

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