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Obélix foi baleado com uma pressão de ar e não resistiu. Associação procura responsáveis

Apesar dos tratamentos e dos cuidados dos voluntários, o ataque causou a morte do felino.

Obélix vivia como gato de colónia na aldeia de Lousã, onde era cuidado pela Louzanimales, uma associação de proteção animal local. Há cerca de um mês, o felino foi vítima de um ataque com uma arma de pressão — depois de vários dias de internamento e apesar da dedicação de veterinários e voluntários, acabou por morrer. 

A história foi partilhada pela organização através das redes sociais, com o propósito de sensibilizar a população contra os maus-tratos para animais, e para procurar informações sobre os responsáveis pela morte do gato. A primeira publicação é de 23 de junho, e começa com o apelo “O Obélix precisa de justiça”. 

A equipa esclarece que o felino estava esterilizado, e que era acompanhado e alimentado diariamente, acrescentando que tomava medicação regular, pelo que era recolhido todas as noites. 

O grupo avança então ter-se deparado com o gato “gravemente ferido” em maio. “Inicialmente pensámos que teria sido mordido por outro animal”, escreve. Assim, foi levado com urgência para a clínica 4vet, onde ficou internado. Terminado o tempo de internamento, ficou à responsabilidade de uma voluntária, que se dedicou “incansavelmente aos cuidados diários”, incluindo “limpeza das feridas, medicação e acompanhamento veterinário regular”.

Com o tempo a passar e apesar dos cuidados, as feridas de Obélix não cicatrizavam, levando os voluntários a tomar a decisão de o avaliar novamente, com mais exames. “O diagnóstico chocou-nos: o Obelix tinha vários projéteis de chumbo alojados no corpo. Foi baleado com uma arma de pressão”, revelam. A infeção espalhou-se pelo seu corpo, atingindo a anca e deixando-o em risco de vida.

Esta quarta-feira, 8 de julho, foi partilhada a notícia da morte do gato, que aconteceu depois de batalhar com uma anemia severa e fraqueza extrema, que impediram as operações de amputação da cauda e remoção dos projéteis de que precisava para sobreviver. “Acreditámos até ao fim que ele iria ganhar forças para ser operado e ter finalmente a vida digna que merecia”, lamentam os integrantes.

A Louzanimales deixou ainda um agradecimento “a todos os que se solidarizaram por ele”, mencionando as partilhas, as mensagens e o apoio, e conclui garantindo que continuará a lutar “por todos os Obelix desta vida”. “A violência contra animais é crime”, lança.

Carregue na galeria para conhecer o gato Obélix, que morreu no seguimento de um ataque com uma arma de pressão de ar.

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