Animais

Oliver está há vários meses em FAT. Tem menos de um ano e só quer um lar definitivo

Foi resgatado de uma colónia, adotado e devolvido. "Nunca tive um gato tanto tempo para adoção", lamenta a cuidadora.
Tem dez meses.

São muitas as colónias de gatos existentes em Portugal. Apesar das diversas campanhas de Capturar-Esterilizar-Devolver (CED) que ajuda a diminuir a população dos felinos nas ruas, continua a ser impossível acolher todos eles. Porém, há alguns que têm a sorte de serem resgatados e até encontram um lar. O gato Oliver foi um deles — mas não durou muito tempo.

Desde que nasceu numa colónia na Póvoa de Varzim, o felino destacou-se entre os demais. “Ele ficava sozinho a dormir numa casota improvisada pela cuidadora”, começa por contar à PiT a amante de animais Cláudia Oliveira. O gato nunca chegou a ser arisco e permitia festas daqueles que conhecia, especialmente da mulher que o visitava diariamente. “Ficava sempre à espera dela, era um bebé”.

Tendo em conta a personalidade mais calma, sendo mais recetivo ao contacto humano, a cuidadora decidiu encontrar-lhe um lar e contactou Cláudia, que vive em Barcelos e já ajudou vários outros animais na região. Em abril, quando Oliver completou seis meses, a voluntária foi buscá-lo e o felino ficou em família de acolhimento temporário (FAT) na casa de uma amiga. No mês seguinte, chegaram as boas notícias: foi adotado. Mas tudo mudou drasticamente.

Embora adore receber festas, não gosta que lhe peguem ao colo. E o período de um mês que passou na nova família não correu bem. “Ele gosta muito de festinhas de quem conhece mas tem medo que o amarrem”, afirma, acrescentado que chegou a avisar os então tutores sobre as necessidades do patudo. No entanto, os “papás” não tiveram a paciência que Oliver precisava.

“Nos primeiros dias, enviavam vídeos dele a brincar e a evoluir mas depois desistiram. Disseram que parecia que não tinham gato porque ele estava sempre escondido e ele começou a sentir-se rejeitado”, confessa. Mais uma vez, o gato voltou a família de acolhimento temporário, onde continua até hoje.

“Ele é um gato muito brincalhão e fofinho e com o tempo, cada vez mais confia nas pessoas que tratam dele”, diz. “Precisa de uma família que lhe dê o espaço e o tempo que precisa”.

Oliver tem cerca de dez meses, está castrado, vacinado e desparasitado. Apesar de nunca ter estado com cães, convive com gatos bebés na FAT e “adora-os”. “Dá-se muito bem, dorme com eles e tudo”, garante. Tudo o que precisa é de um lar onde possa habituar-se aos novos tutores e soltar-se cada vez mais.

O felino tem uma página da PiTmatch, a plataforma de adoção da PiT, onde pode contactar Cláudia caso tenha interesse na sua adoção. Oliver está agora na zona de Vila do Conde, mas a cuidadora avança que há a possibilidade de o levar a outros locais.

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