Animais

Os cães têm vitiligo? Sim. Siegfried nasceu com pelo tricolor. Hoje está todo branco

Sim, é o mesmo cão. A condição é "extremamente rara" e as mudanças começaram quando o Boiadeiro de Berna tinha dois anos.
Apesar das mudanças na pele, é saudável.

Ao contrário do que podia imaginar, o vitiligo não é uma condição exclusiva dos humanos. E Siegfried que o diga. O Boiadeiro de Berna nasceu em janeiro de 2016 com a pelagem típica da raça. Em março do mesmo ano, foi adotado por uma família de Seattle, nos Estado Unidos. Dois anos depois, as mudanças começaram a acontecer. Hoje, o cão é totalmente albino, e não há quem diga que antes teve as cores preta, castanho e branco expostas em harmonia pelo corpo.

“Siegfried começou a perder pelo ao redor dos olhos no outono de 2018 e as pontas das orelhas também começaram a ficar brancas”, começa a contar à PiT a tutora Kalin McKenna. Na altura, nem Kailin nem o marido Roy imaginavam o que se passava com o cão. E quando o levaram ao veterinário, os médicos também não souberam dizer. “Eles não tinham a mínima ideia do que estava a acontecer”, recorda.

Para além das mudanças no pelo, Kailin começou a reparar que os olhos do patudo ficavam “constantemente irritados”. Após uma consulta com o veterinário, numa última tentativa de descobrir o que se passava, Siegfried foi encaminhado para um oftalmologista canino.

“Ele foi diagnosticado com Síndrome Uveodermatológica”, partilha a tutora. A doença autoimune é exclusiva de cães, e atinge em especial a pele e os olhos, sendo o vitiligo um efeito secundário. Em humanos, é semelhante à doença inflamatória de VKH — Vogt-Koyanagi-Harada —, caracterizada por distúrbios oculares, neurológicos, auditivos e dermatológicos.

“Além de perder o pigmento e ficar branco, os cones em seus olhos [células responsáveis por reconhecer as cores] também são afetados, colocando-o em maior risco de glaucoma e cegueira”, explica a tutora. “Embora não haja tratamento para o vitiligo, visto que é puramente estético, ele está numa rotina de colírios para controlar a pressão ocular e prevenir a cegueira”. Nos últimos três anos, todos os dias, Siegfried tem recebido 22 gotas de colírios nos olhos e tem reagido “muito bem” ao tratamento.

Quando as mudanças ainda estavam a acontecer.

Os “irmãos” são o seu passatempo favorito

Siegfried foi batizado em homenagem a Siegfried Fischbacher, um famoso mágico que dividia o estrelado com Roy Horn. A dupla germano-americana era conhecida como “Siegfried & Roy”. “O nome do meu marido é Roy e achamos engraçado ter um cão chamado Siegfried”, conta à PiT Kailin McKenna. E se não bastasse a coincidência do nome, a dupla ficou famosa pelos seus espetáculos com leões e tigres brancos. Dois anos depois do casal batizar o cão, as mudanças no seu pelo começaram. O resto, já sabemos.

“A sua condição é muito rara no geral e extremamente rara em Boiadeiros de Berna”, frisa. No entanto, não impede o cão de fazer o que mais gosta. Apesar de ser o “bebé” de quatro patas da família, divide a casa e toda a energia que carrega com os dois irmãos humanos: Finn e Keaton. Com eles, a diversão é garantida.

Como qualquer outro, o Boiadeiro de Berna adora brincar com os seus brinquedos e passear com a família. De acordo com a tutora, é o “líder da matilha”. Mas para além das atividades mais comuns, há outras mais particulares para adicionar à lista: “Adora brincar na neve e comer a comida que os seus irmãos humanos derrubam no chão”. Quando os papás não estão a ver, Finn e Keaton alimentam o cão com um (ou dois) pedaços de queijo e bacon, os favoritos do patudo.

Pode acompanhar as aventuras de Siegfried com os “manos” no seu Instagram oficial. Para Kailin, não há dúvidas: “Ele é o menino mais lindo e especial do mundo”. Percorra a galeria para conhecer o patudo e a sua família de humanos.

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