Animais

Pássaro considerado extinto há cerca de 140 anos é redescoberto na Oceania

O pombo faisão de nuca preta foi visto pela primeira e última vez em 1822. "Foi como encontrar um unicórnio", disse um cientista.
A ave foi captada em vídeo.

Nos últimos anos, as boas notícias sobre a fauna e flora são cada vez mais escassas. No entanto, ainda existem. Depois de vários nascimentos celebrados este ano de espécies em vias de extinção como o rinoceronte branco do sul, o macaco Langur-de-françois e o panda vermelho, chegou a hora de “reviver” um animal que não era visto há mais de um século. Para sermos mais exatos, desde o ano de 1822.

O pombo faisão de nuca preta foi redescoberto por uma equipa de ornitólogos durante uma exposição nas florestas da Papua Nova Guiné que durou cerca de um mês. Segundo a Re.wild, a organização sem fins lucrativos que apoiou a viagem, o pássaro havia sido avistado pela primeira e última vez no século XIX.

“Quando juntámos as provas fotográficas, percebi que havia menos de um por cento de possibilidades de obtermos uma fotografia do pombo faisão de nuca preta”, disse em comunicado Jordan Boersma, investigador no Cornell Lab of Ornithology e um dos líderes da expedição. “Então, enquanto eu percorria as fotos, fiquei em choque quando vi o pássaro a passar pela nossa câmara”.

Após passar vários dias a viajar pela ilha, a equipa encontrou-se com um grupo de caçadores no Monte Kilkerran que já havia avistado o pássaro antes. Este tinha o nome local de “Auwo”. Esperançosos, os cientistas colocaram 12 câmaras escondidas nas encostas do Monte, a montanha mais alta da ilha de Fergusson, e implantaram outras oito adicionais em locais onde os caçadores relataram ter visto o pombo-faisão no passado.

Ao fim da expedição, quando recolheram o equipamento, vieram as boas notícias. “Após um mês de busca, ver aquelas primeiras imagens do pombo-faisão foi como encontrar um unicórnio”, disse Jordan Boersma.

Entre os investigadores, vários já haviam participado de viagens para encontrar o pássaro. Em 2019, partiram numa expedição de duas semanas, e embora tenham reunido vários relatos de testemunhas que o avistaram, não conseguiram encontrá-lo. Por outro lado, os resultados da investigação daquele ano ajudaram a determinar os locais de busca para o ano de 2022.

“As comunidades ficaram muito animadas quando viram os resultados, porque muitas pessoas não tinham visto ou ouvido falar da ave até começarmos o nosso projeto”, disse Serena Ketaloya, conservadora da natureza e residente em Milne Bay. “Eles agora estão ansiosos para trabalhar connosco para tentar proteger o pombo-faisão”, concluiu.

Para Christina Biggs, responsável pela expedição “Search for Lost Species” da Re.Wild, a redescoberta do pombo-faisão “é um incrível farol de esperança para outras aves que estão perdidas há meio século ou mais”.

 

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