As linhas de pesca são uma ameaça frequente para as espécies marinhas —uma realidade que guia o trabalho desenvolvido pela National Oceanic and Atmospheric Administration Home (NOAAH), onde trabalham equipas de cientistas para combater este desafio. Na semana passada, um pelicano que se viu vítima das redes procurou a ajuda destes biólogos marinhos para se libertar.
A história foi adiantada pela NOAAH. Esta é uma organização estatal dos Estados Unidos da América, que se dedica ao estudo do clima, dos oceanos e das costas. Online, adiantou que um grupo de biólogos que trabalhava no interior do edifício em Panama City, no estado da Florida, começou por ouvir um bico que batia contra o vidro do prédio.
Quando averiguaram o barulho, perceberam tratar-se de um pelicano, que esperava em frente à porta de entrada do espaço, e que claramente pretendia conseguir a atenção da equipa. Um dos biólogos abriu a porta, e rapidamente percebeu que a ave tinha a asa direita presa por redes de pesca, e espinhos de cato na pata esquerda.
Os cientistas em causa estão habituados a tratar animais feridos durante as expedições, mas esta foi a primeira vez em que um paciente se deslocou até eles. Três profissionais imobilizaram o pelicano, removeram o anzol e cortaram a rede que o prendia.
O grupo avançou que o animal permaneceu surpreendentemente calmo durante a operação de 10 minutos, “como se soubesse que estava em boas mãos”, pode ler-se. As feridas foram limpas e a ave libertada.
A organização fez notar que apesar de este pelicano ter tido um final feliz, o desfecho da maior parte dos animais que ficam presos nas redes de pesca não é semelhante. A NOAAH explicou que os monofilamentos das redes tornam-nas quase invisíveis debaixo de água, e demoram centenas de anos a decompor-se, podendo estrangular e ferir os animais marinhos.
Carregue na galeria para ver algumas imagens do pelicano.







